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NA NOSSA ESTANTE: OLHOS D'ÁGUA, DE CONCEIÇÃO EVARISTO

  • Foto do escritor: Flup Festa Literária
    Flup Festa Literária
  • 2 de out.
  • 1 min de leitura

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Por Tatiane Alves, Jornalista da Flup.


Eu confesso que não consegui sair ilesa das páginas de Olhos d’água. Conceição Evaristo me conduziu por um território íntimo e coletivo, onde vida e dor se entrelaçam em narrativas curtas, mas de impacto profundo. Cada conto é lâmina e acalanto ao mesmo tempo, uma Escrevivência que nos atravessa como quem reconhece no espelho não apenas um rosto, mas toda uma história coletiva.


Não é apenas literatura, é testemunho sagrado firmado no tempo. As narrativas revelam um Brasil que insiste em esconder suas feridas, mas que pulsa na carne de quem sobrevive. Ao ler, foi impossível não me emocionar por dentro e não sentir meus olhos chorar juntinho também.


As personagens são pessoas como nós, mulheres, homens e crianças negras que carregam as marcas de um país que nega sua humanidade. E, no fio das violências, Evaristo nos mostra também os rastros de afeto que sustentam a vida: o olhar de uma mãe, o gesto silencioso de cuidado, a força de existir mesmo quando tudo falta. Conceição transforma silêncio em voz, ausência em memória, e nos lembra que viver é resistir. Sua escrita reverbera como herança de luta e ternura, atravessando gerações e corações.

 
 
 

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