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​Além dos eventos abertos ao público, a Flup promove uma série de processos formativos, que envolvem jovens escritores, roteiristas e slammers, principalmente negros, indígenas e periféricos.

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BATALHA DA MEMÓRIA

Há uma década, a Batalha da Memória conecta literatura, teatro, música, dança e artes visuais em um processo formativo com estudantes da Rede Municipal de Ensino do Rio de Janeiro. ​

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A cada edição, o projeto acontece junto a escolas públicas da região onde a Flup é realizada, aproximando os estudantes da história e da cultura de seus territórios. O percurso busca ampliar o repertório das crianças e adolescentes por meio do contato com diferentes linguagens artísticas, autores, obras e saberes, estimulando novas formas de olhar para o lugar onde vivem.

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Em 2026, com a Flup no território da Pequena África, os estudantes entraram em contato com obras de Uarlen Becker, com O menino Machado; Simone Mota, com Nosso Sol; Sonia Rosa, com Bela Adormecida do samba; Júlio Emílio Braz, com Irmãos Rebouças; Marcos Cajé, com Malaika e o caminho das estrelas; Caio Zero, com O maior museu do mundo; Cristiano Gouveia, com Pequenos sambistas; Glicéria Tupinambá, com João de barro e a ventania; Verônica Bonfim, com Juju e as coisas que mamãe lhe ensinou; e da ilustradora Suzane Lopes, responsável pelas imagens de Mercedes Bailarina.

 

A partir desse repertório e da relação com o território, cada escola desenvolve suas próprias criações, colocando em diálogo literatura, memória e os saberes da comunidade.​

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SLAM COLEGIAL

O Slam Colegial é uma formação em poesia falada que reúne estudantes de dez escolas públicas em um percurso de sete encontros, entre escrita, oralidade e performance. Conduzidos por poetas formadores e tutores da cena do slam, os participantes desenvolvem seus próprios poemas e passam por classificatórias e semifinais até chegar à Grande Final, que integra a programação da Flup.

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Ao longo da formação, os estudantes experimentam diferentes formas de escrever e apresentar seus textos, partindo de suas próprias vivências para construir as poesias que serão levadas ao palco. O processo também inclui momentos de troca e escuta entre os participantes, criando um espaço para que eles desenvolvam a presença cênica e encontrem novas maneiras de expressar suas ideias e histórias.

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Em 2026, a formação foi acompanhada por Cotta, Dorgo, Carol Dall Farra, Roque Marciano, Math de Araújo, Tom Grito, Sabrina Azevedo, Winona Evelyn, Preta Poética e Gênesis, poetas que atuaram como formadores e tutores ao longo do processo.​

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ARTIMANHAS QUEBRADEIRAS

O Artimanhas Quebradeiras é um processo formativo realizado em parceria entre a Flup e a Universidade das Quebradas, criado a partir do diálogo com a antologia 26 Poetas Hoje, organizada por Heloisa Teixeira. Durante três meses, jovens autores e artistas participaram de encontros e oficinas voltados à poesia falada, à performance, à intervenção urbana e à experimentação artística. O processo parte da literatura para explorar também o corpo, a voz e a cidade como espaços de criação, aproximando a tradição literária das linguagens e experiências das periferias.

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A formação reuniu diferentes perspectivas sobre a poesia e suas possibilidades no presente. Bernardo Vilhena e Chacal conduziram o encontro “Artimanha: mais que tudo”; Nathalia Kariri e Sony Ferseck, “Vozes Ancestrais, Vozes Contemporâneas”; Carol dal Farra e Gênesis, “Sente a Vibração”; Orquídea Garcia e Tom Grito, “Poesia cuir/queer e possibilidades de existir”; Éle Semog e Roberta Estrela D’Alva, “Resistir e festejar”; Aline Cardoso, Numa Ciro e Yastrícia, “Da tradição ao contemporâneo: manifestações poéticas do Nordeste”; Miriam Miralles e Pepe Kindelan, “Baila comigo”; Maria Chantal e Taísa Machado, “Mandamentos black”; Luiz Fernando Pinto e Sacolinha, “Os rolês da poesia”; e André Gravatá e Leonardo Guelman, “Poesia na pele da cidade”.

 

O percurso se desdobra em performances apresentadas durante a programação da Flup 2026, levando para os palcos e espaços da festa as criações desenvolvidas ao longo da formação.

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FORMAÇÃO DE NOVOS ESCRITORES

Os Processos Formativos da Flup reúnem escritores, poetas, artistas e estudantes em percursos de criação, pesquisa e troca que aproximam literatura, memória, território e diferentes linguagens artísticas.

 

Ao longo de sua trajetória, a Flup já publicou mais de 30 livros a partir desses processos, contribuindo para a formação e a projeção de novos autores e colocando em circulação histórias, vozes e perspectivas que ampliam o campo da literatura brasileira. 

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Em 2026, esse percurso ganha novos capítulos com o lançamento de Mora na Filosofia, fruto de uma formação realizada em parceria com a Universidade das Quebradas e o Programa Avançado de Cultura Contemporânea (PACC) da Faculdade de Letras da UFRJ. O livro reúne experiências do povo do samba, de santo e da rua para pensar a filosofia a partir da oralidade, da memória e do cotidiano, em uma trajetória que contou com encontros com nomes como Leci Brandão, Jorge Aragão e Marcelo D2.

 

Em 2025, a Flup lançou Machado Quebradeiro, resultado da parceria com a Universidade das Quebradas e a Academia Brasileira de Letras (ABL), reunindo escritores periféricos e intelectuais para reimaginar o legado de Machado de Assis a partir da diversidade e das periferias.

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Em 2024, foram realizados processos voltados à formação de escritores, poetas quilombolas e roteiristas. Yabás, Mães Rainhas reuniu 50 participantes em encontros realizados em terreiros dedicados a Iemanjá, Oxum, Obá, Iansã, Nanã, Ewá e Pombagira, tendo como ponto de partida os itãs, relatos míticos da cosmologia afro-brasileira. No mesmo ano, o Slam de Quilombo reuniu participantes de nove quilombos, em nove estados brasileiros, para oficinas de poesia e performance conduzidas por slammers experientes, com uma batalha local em cada território e uma grande final no Rio de Janeiro.

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LABORATÓRIO DE NARRATIVAS NEGRAS E INDÍGENAS PARA AUDIOVISUAL

O Laboratório de Narrativas Negras e Indígenas para Audiovisual, conhecido como Lanani, é uma parceria da Festa Literária das Periferias, a Flup, e a Globo, que já formou mais de 200 roteiristas, renovando o mercado audiovisual brasileiro. As aulas e mentorias são on-line e o curso inclui uma visita aos estúdios Globo, no Rio de Janeiro, com todas as despesas pagas.

 

São três meses de formação com dois encontros semanais, um para aulas sobre formatos narrativos e estruturas de roteiros audiovisuais e o segundo para mentorias de discussão dos projetos individuais dos participantes. Um time de grandes talentos do audiovisual da Globo estão na condução do laboratório. 

 

Para Julio Ludemir, diretor-fundador da Flup, o laboratório surgiu para mudar essa perspectiva do ponto de vista das histórias contadas pelo cinema e pela televisão no Brasil. "O Lanani coloca outras histórias em movimento para manter vivo o que por séculos foi silenciado", conclui.

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