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PROGRAMAÇÃO

Festa Literária das Periferias - Flup

De 19 a 23 e de 27 a 30 de novembro

Horário: a partir de 14h

Local: Viaduto de Madureira, CUFA e Zê Êne

Endereço: R. Carvalho de Souza, 211 - Madureira, Rio de Janeiro

Entrada gratuita

 

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19 DE NOVEMBRO

VIADUTO DE MADUREIRA

18h - 18h45

Abertura da Exposição “Fanon, revolucionário anticolonial: um programa de desordem absoluta”

Curadoria de conteúdo: Handerson Joseph e Sílvia Capanema

Cenografia: Anderson Dias

​No centenário do psiquiatra e pensador negro martinicano e naturalizado argelino, Frantz Fanon (1925-1961), autor de “Pele negra, máscaras brancas” e “Os Condenados da Terra”, a Flup traz para Madureira uma exposição sobre a vida, a obra e o legado do militante e intelectual anticolonial e antirracista. Através de documentos, imagens e textos, alguns ainda inéditos no Brasil, propomos uma imersão no universo fanoniano, para pensar o presente e o futuro, numa conexão entre as periferias do mundo e “os condenados da terra” de hoje. 

Para Fanon, a descolonização deve ser “um programa de desordem absoluta”, um processo de ruptura do qual emerge uma nova humanidade, um novo mundo, sem as hierarquias, racismos, opressões e violências da ordem colonial. A partir dessa proposta, o projeto Códigos Negros, realizado pela Olabi, utiliza a inteligência artificial como ferramenta de criação de obras que pensam um novo mundo possível e necessário, para onde Fanon nos convida. 

Intervenção Digital “Códigos Negros: Revolucionar imaginários de libertação a partir de Frantz Fanon.”
Curadoria: Sil Bahia e Yasmin Menezes

​​Quatro artistas negros de diferentes regiões do país apresentam obras inéditas de arte digital na Festa Literária das Periferias (Flup), em novembro, sob o Viaduto de Madureira, no Rio de Janeiro. A intervenção integra o projeto Códigos Negros, iniciativa do Olabi. 
Nesta edição, o Códigos Negros se inspira na obra “Os condenados da Terra”, de Frantz Fanon, para pensar libertação, cura e reexistência a partir das linguagens tecnológicas. As criações de Guilherme Bretas (SP), Ilka Cyana (BA), Poliana Feulo (RJ) e Walter Mauro (BA) serão exibidas em quatro telões de LED instalados no viaduto, transformando o espaço urbano em uma galeria a céu aberto, um gesto simbólico e inédito que leva a arte digital negra para o coração da cidade.
A ideia é tensionar as fronteiras entre o humano e o digital, e refletir sobre como as tecnologias podem servir à imaginação de futuros antirracistas. “Queremos mostrar que a tecnologia também é território de disputa simbólica. Quando artistas negros e periféricos criam a partir de suas vivências e referências, eles reprogramam as imagens que o mundo costuma projetar sobre eles”, afirma Sil Bahia, codiretora executiva do Olabi.

19h - 19h45 | Viaduto de Madureira

Abertura Institucional

A Flup encontra os parceiros que acreditam em Ideias para Encantar o Mundo e tornam possível essa grande festa.

 

20h - 20h30 | Viaduto de Madureira

Performance artística Ziel

Ziel Karapotó é multiartista, curador e cineasta. Atua entre as linguagens da arte contemporânea e os saberes tradicionais. Também participou da 60ª Bienal de Veneza (2024), foi indicado ao prêmio PIPA 2024, realizou sua primeira individual na Europa em 2025 e desenvolve projetos curatoriais em museus e festivais indígenas.

 

20h30 - 22h | Viaduto de Madureira

O SONHO DE NOSSOS HERÓIS, QUE PRECISAMOS MANTER VIVO

Conceição Evaristo e Mireille Fanon / Mediação: Mame-Fatou Niang

Às vésperas do Dia da Consciência Negra, a mesa de abertura da Flup 25 reúne a força literária da Escrevivência de Conceição Evaristo e a lucidez política de Mireille Fanon. Será um encontro histórico: a filha de Frantz Fanon, um herói internacional do sonho de liberdade, e a escritora homenageada do festival, que, como Zumbi dos Palmares, mantém vivo o brilho das ideias que reencantam o mundo. Elas celebram os heróis que nos inspiram a sonhar e a resistir, conectando as lutas do Brasil e do Caribe e honrando os lugares de onde brotam novas formas de bem viver. A conversa vai explorar o poder transformador de conhecer nosso passado e honrar a memória daqueles que vieram antes de nós.

 

22h45 - 23h45 | Viaduto de Madureira

”Concerto para Conceição"

Jonathan Ferr e Trio de Cordas​​​​

Jonathan Ferr é um pianista e compositor nascido e criado em Madureira que ficou conhecido por criar o "urban jazz", um gênero que funde jazz com outros estilos musicais, como o hip-hop, funk carioca, rap, soul e música eletrônica. Seu trabalho busca desmistificar a imagem elitista do jazz e aproximá-lo das origens populares, abordando ancestralidade, espiritualidade e questões sociais. É reconhecido como um dos principais nomes do afrofuturismo brasileiro.

20 DE NOVEMBRO

VIADUTO DE MADUREIRA

 

14h - 15h30 | Viaduto de Madureira | Parceria | Monde En Vues

O CORPO QUE DANÇA OUTRO TEMPO

Lena Blou e Leda Maria Martins / Mediação: Carmen Luz

​A coreógrafa caribenha Lena Blou, de Guadalupe, e a pensadora brasileira Leda Maria Martins se encontram para revelar como a dança e os saberes do corpo criam mundos inteiros fora do tempo linear. Nesta conversa, elas mostram que os passos, os ritmos e os gestos ancestrais são formas de rebeldia no tempo e no espaço, uma verdadeira revolução que chamam de "cronodissidência" e “revolta espacial”. Elas vão nos guiar por uma jornada onde a dança de matriz africana desarruma as certezas ocidentais e inventa novas linguagens para conectar o que vemos e o que sentimos, o corpo e o espírito. Uma mesa para entender como o corpo negro, em movimento, é um portal para outras dimensões de existência e resistência. Vamos descobrir com elas como a dança é muito mais que movimento: é uma forma de conhecimento espiritual e político, que conecta o visível e o invisível.​

 

16h - 17h30 | Viaduto de Madureira 

IDEIAS PARA REENCANTAR O MUNDO

Conceição Evaristo e Bonaventure Ndikung / Mediação: Sil Bahia 

Num mundo assombrado pelo horror da guerra, pelo avanço do conservadorismo e pela crise ambiental, ainda é possível manter a esperança? Este encontro propõe um contraponto radical à desesperança. A força literária da escrevivência de Conceição Evaristo encontra o pensamento curatorial de hospitalidade radical de Bonaventure Ndikung. Juntos, eles partem de uma pergunta urgente e prática: como a arte, a literatura e o pensamento crítico podem reacender uma esperança ativa? “Reencantar o mundo” não é uma fuga da realidade. É um ato de resistência. É buscar no colo da ancestralidade, nas ruínas do presente e na ousadia da arte as ferramentas para não apenas suportar o mundo, mas para transformá-lo. Uma conversa para reencontrar a magia e a potência que habitam no próprio ato de lutar por um futuro mais justo.

18h - 19h30 | Viaduto de Madureira | Parceria | União Europeia

BECO DA MEMÓRIA, MANGUE DO FUTURO 

Ana Maria Gonçalves e Fred Kuwornu / Mediação: Ernesto Mané

​A escritora Ana Maria Gonçalves e o cineasta Fred Kuwornu se encontram no "Beco da Memória" para construir pontes entre Brasil e Senegal. Nesta conversa, eles mostram como a memória não é um arquivo parado, mas um terreno fértil para semear futuros de reencantamento. Conceitos como Escrevivência e sentipensar guiam essa jornada, revelando como a reconexão com histórias apagadas nos permite reinventar comunidades, nosso vínculo com a natureza e o próprio tempo. Eles partem de um pressuposto urgente: o futuro do planeta está na África, continente da população mais jovem. Nesse sentido, revisitar e reivindicar o passado não é um ato nostálgico, mas um gesto radical de invenção do amanhã. Uma mesa para descobrir como as ferramentas para o futuro estão guardadas nas nossas memórias. ​

 

19h30 - 20h | Viaduto de Madureira | Parceria | Étonnants Voyageurs

Fabienne Kanor 

Uma escritora e cineasta premiada, a Dra. Fabienne Kanor dedica sua carreira a revelar as vozes não ouvidas e não reconhecidas na história colonial. Parte de seu trabalho aborda os efeitos traumáticos do tráfico transatlântico de pessoas escravizadas sobre africanos e seus descendentes.

20h - 21h30 | Viaduto de Madureira | Parceria | Open Society Foundation 

O ALVO DE SEMPRE

Michelle Alexander / Mediação: Raul Santiago

​A qualquer momento, um jovem negro na rua pode ser preso só pelo fato de existir. A premiada autora Michelle Alexander, com seu livro fundamental “A Nova segregação”, não só previu essa realidade nos EUA, mas detectou uma onda de encarceramento em massa que se atualiza pelo mundo e assusta em seus números: hoje, há mais gente presa nos Estados Unidos, por exemplo, do que pessoas escravizadas antes da abolição. Nesta conversa urgente com o criador de projetos e negócios sociais, o ativista e cria da Favela, Raull Santiago, Michelle Alexander reflete sobre seu trabalho pioneiro e seus ecos no Brasil. Ela mostra como o sistema prisional é a continuação de uma lógica histórica, operando como uma ferramenta de controle social com impacto devastador sobre as populações negras e indígenas. Mas a conversa não para na denúncia: Alexander também aponta caminhos de resistência, oferecendo ferramentas para desafiar as políticas racistas e imaginar futuros mais justos em todo o continente americano.

21h30 - 23h30 | Praça das Mães | Parceria | Festival de Madureira

Fuzuê d’Aruanda 

O Fuzuê d'Aruanda é uma roda de Jongo e danças populares que já acontece há mais de 15 anos, sempre na terceira quinta-feira de cada mês, sob o Viaduto Negrão de Lima em Madureira, mais especificamente na Praça das Mães. A Companhia de Aruanda, formada em 2007 por jovens de comunidades cariocas, foca na preservação e divulgação das tradições da cultura popular brasileira. Através de projetos culturais prévios, como Jongo da Serrinha e Afroreggae, buscam democratizar o acesso à cultura, promovendo manifestações nas zonas norte, oeste e baixada fluminense, contribuindo para a transformação social e cultural através de oficinas, palestras e eventos diversos.

00h - 1h30 | Viaduto de Madureira

Show

Mano Brown​

​​​​​​Mano Brown é rapper, compositor e um dos integrantes do grupo Racionais MC’s. O artista nascido no Capão Redondo (SP) é referência da música brasileira por abordar desigualdade social e a vida nas periferias. Além do Racionais, lançou o álbum solo Boogie Naipe (2016) e mantém presença ativa na cultura e no debate social. Em 2021, iniciou o podcast Mano a Mano no Spotify, onde entrevista diversas personalidades e discute temas como música, política, cultura e questões sociais.

CUFA

14h - 16h | CUFA | Parceria Festival Literário da Igualdade Racial (FLIIR) e Arquipélago Glissant 

Biguine, de Guy Deslauriers

Um filme que se passa na Martinica do século XIX: Hermansia e Tiquetaque, uma dupla de músicos que sonha em criar um centro cultural no Caribe. Eles abandonam a plantação onde trabalhavam e decidem viver da música, mas precisam enfrentar muitos desafios pelo caminho.

Guy Deslauriers, diretor apaixonado por cinema, realizou diversos projetos em Fort-de-France, na Martinica, ainda durante seus estudos.

 

16h - 17h30 | CUFA | Parceria | Festival Literário da Igualdade Racial (FLIIR)

Redes e Rastros

Silvana Bispo, Valdenice José Raimundo, Jucinara Cabral da Silva, Cláudia Kathyuscia Bispo de Jesus, Ana Lídia Cardoso do Nascimento.

Mediação: Núbia Regina Moreira

Tendo Núbia Regina Moreira (UESB) como mediadora, esta mesa mergulha na resistência em territórios onde a presença negra é invisibilizada. A partir de vivências do Amazonas a Pernambuco, as participantes discutem justiça racial, memória e sobrevivência, apesar das tentativas de apagamento.

 

18h - 19h | CUFA | | Parceria | Festival Literário da Igualdade Racial (FLIIR)

Abertura Institucional  FLIIR | Entrega do Prêmio Erê Dendê e Prêmio Iniciativas Ciganas

Thais Marinho; Julio Ludemir; Tais Santanna e outros representantes do Ministério da Igualdade Racial.

A mesa reunirá vozes que se unem nesta luta pela igualdade racial e na promoção da literatura como ferramenta de leitura racializada do mundo e transformação social. Participarão a organizadora geral do festival, Profª Drª Thais Marinho (PUC Goiás); Julio Ludemir, parceiro estratégico e idealizador da Festa Literária das Periferias; Tais Santanna, coordenadora de avaliação de Políticas Públicas (SINAPIR) e outros representantes do Ministério da Igualdade Racial. Além disso, conta com a apresentação do Prêmio Erê Dendê e Iniciativas Ciganas. O encontro abre caminhos para os diálogos do evento.

 

19h - 21h | CUFA |  Parceria | Festival Literário da Igualdade Racial (FLIIR)

Ciganos do Brasil: narra para existir

Marcilânia Gomes, Pereira Alcantara, Samara Soares, Pedro Bernadone.

Conduzida pela Cia de Tradições Ciganas Dirachin Calin, da Paraíba, grupo que existe desde 2009, o momento será dedicado às manifestações artísticas e vivências dos povos ciganos, historicamente perseguidos e invisibilizados no Brasil. O diálogo visa informar e combater o preconceito sobre os valores ciganos.

PALCO ZN

15h45 - 17h | ZN

Mesa Editora Malê apresenta: Nossas histórias em livros infantis - Didia, - lançamento - Com Hannah 23, Simone Mota, Felipe Carvalho, Maíra Oliveira

 

17h15 - 18h45 | ZN

Mesa Editora Malê apresenta: Madureira e a poesia do sambista perfeito:  Arlindo Cruz. Com Marcos Salles e Babi Cruz

 

19h - 21h | ZN | Parceria | Festival Literário da Igualdade Racial (FLIIR)

SLAM BR chave A

Campeonato Brasileiro de Poesia Falada. A disputa nacional de slam poetry terá palco no FLIIR. O SLAM BR mobiliza mais de 240 jovens que se apropriam da palavra para desafiar estruturas, no FLIIR não será diferente. Vamos trazer um universo de histórias, lutas e identidades que merecem ser celebradas.As vozes das ruas do Norte, Nordeste, Centro-Oeste, Sudeste e Sul conduzem a gira de vivências que irá ampliar fronteiras da poesia. Afinal, festejamos 15 anos de slam no Brasil, descolonizando literatura e espaço.
 

21h30 - 23h30 | ZN |  Parceria | Festival Literário da Igualdade Racial (FLIIR)

SLAM BR Chave B

 

21 DE NOVEMBRO

VIADUTO DE MADUREIRA

14h - 16h | Viaduto de Madureira | Parceria | Arquipélago Glissant

REDESENHANDO IMAGINÁRIOS: VOZES POÉTICAS DO PACÍFICO AO ATLÂNTICO

Denis Pourawa, Ryane Leão e Eliane Marques / Mediação: Gênesis

Quem são as pessoas que estão redesenhando o nosso imaginário? Nesta mesa, as poetas brasileiras Ryane Leão e Eliane Marques, e o poeta Denis Pourawa, da Nova Caledônia, respondem a essa pergunta. Entre os oceanos atlântico e pacífico, eles mostram que há outra imaginação vinda das margens, e suas ferramentas são a oralidade e a força das palavras. Esta conversa é uma viagem pela potência das vozes que o mundo tenta calar. Eles nos guiam por formas inovadoras de contar histórias, pensar e criar laços através do espaço e do tempo. Venha se reencantar com o poder transformador da poesia para construir pontes e inspirar uma nova imaginação coletiva.

15h30 - 16h | Praças das Mães | Parceria | Festival Madureira
Agbara Dudu 

O nome Agbara Dudu (“Força negra” em yorubá). Considerado o primeiro bloco afro do Rio de Janeiro, foi fundado em 1982, no bairro de Madureira, inspirado em grupos como Ilê Aiyê e Olodum. Tem em sua trajetória 36 anos de existência com inúmeros trabalhos Afro Culturais e musicais. 

 

16h30 - 18h | Viaduto de Madureira | Parceria | Arquipélago Glissant

NO OLHAR, NO CHEIRO, NO CORPO: COMO SABEMOS O QUE SABEMOS?

Manthia Diawara e Anne Lafont / Mediação: Angélica Ferrarez

E se o conhecimento não estiver só na mente, mas também no olhar, no cheiro, no corpo? Neste encontro, os historiadores da arte Manthia Diawara (Mali) e Anne Lafont (França) nos guiam em uma reflexão urgente: como as lentes que usamos para enxergar o mundo determinam o que somos capazes de ver. Como especialistas da imagem, eles nos convidam a uma revolução sensorial: abraçar novos jeitos de ver, cheirar e experimentar a realidade. A proposta é afiar nossos sentidos para, finalmente, enxergar o que sempre esteve escondido diante de nós. Uma conversa para quem quer repensar a própria percepção e descobrir novas formas de se relacionar com tudo ao redor.

 

18h - 18h30 | Viaduto de Madureira | Parceria | Arquipélago Glissant

CHAOS OPERA – Performance poética de Olinda Tupinambá

 

18h30 - 20h | Viaduto de Madureira | Parceria | Arquipélago Glissant

O FUTURO TEM VOZ DE MULHER NEGRA

Nadia Yala Kisukidi e Alex Ratts / Mediação: Mame-Fatou Niang

E se as chaves para entender o mundo estiverem nas mãos de quem o mundo sempre ignorou? Nadia Yala Kisukidi e Alex Ratts, biógrafo da Beatriz Nascimento, nos conduzem em uma jornada para resgatar o trabalho intelectual das mulheres negras, mostrando sua contribuição essencial – e sistematicamente apagada – para o pensamento social global. Esta conversa conecta saberes diaspóricos e feminismo, com a realidade afro-brasileira, revelando insights poderosos sobre identidade e resistência anticolonial. Um diálogo necessário para amplificar vozes, fomentar a troca cultural e inspirar iniciativas que corrijam essa invisibilidade. Uma celebração do pensamento feminino negro como força motriz para a justiça e a transformação.

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20h30 - 22h | Viaduto de Madureira | Parceria | Arquipélago Glissant e Étonnants Voyageurs

O QUE A LITERATURA PODE FAZER QUANDO NÃO PODE MAIS FAZER NADA?

Conceição Evaristo e Patrick Chamoiseau / Mediação: Alan Miranda

​E quando as palavras são tudo o que nos resta para reencantar o mundo? Nesta conversa, Conceição Evaristo e Patrick Chamoiseau partem da filosofia de Édouard Glissant para explorar o poder de fogo da literatura. Como as ideias de "arquipélago" e "crioulidade" soam no Brasil, um país de muitas cores e profundas feridas raciais? Chamoiseau, grande divulgador de Glissant, e Evaristo, mestre em tecer memória e identidade, mergulham nesse debate. Eles mostram como a figura do “crioulo” no Brasil complica e fortalece a noção de negritude aqui, e como a escrita pode ser um ato de reparação. Esta mesa é um convite para imaginar, através da poética das relações, futuros radicalmente novos para as pessoas negras nas duas margens do Atlântico.

 

22h - 23h30 | Praça das Mães | Parceria | Festival de Madureira
Bateria Bateria do G.R.E.S. Império Serran
o

A bateria do G.R.E.S. Império Serrano, mundialmente conhecida como "Sinfônica do Samba", é uma das mais tradicionais, respeitadas e premiadas do Carnaval carioca. Sua identidade sonora marcante é fruto de uma tradição rítmica única construída por mestres lendários, como o inesquecível Mestre Fuleiro.

23h30 - 1h30 | Viaduto de Madureira | Parceria | Monde En Vues

​​Akiyo

Akiyo é um grupo cultural e musical muito conhecido em Guadalupe (Caribe) que, durante o período do carnaval (Màs), mobiliza milhares de pessoas nas ruas. Fanswa Ladrezeau lidera a dinâmica do movimento do grupo Akiyo e na Flup apresenta o projeto inédito "Énewjika", um projeto que pulsa ao ritmo do KA, das memórias caribenhas e da espiritualidade dos afrodescendentes. Com "Énewjika", ele questiona as raízes, as rupturas e os renascimentos que fundamentam nossos lugares, tantas vezes chamados de insulares. 

00h30 - 1h30 | Viaduto de Madureira | Parceria | Festival de Madureira

AWURÊ

O grupo musical Awurê, criado em 2018 em Madureira, Zona Norte do Rio de Janeiro, tem como objetivo evidenciar os ritmos brasileiros e sons africanos. Seu trabalho destaca a diversidade de sons e o respeito ao sagrado como forma de preservação da memória e resgate da identidade através da cultura e ritmos em diáspora. 

CUFA

14h - 15h30 | CUFA | Parceria | Festival Literário da Igualdade Racial (FLIIR)

Chamas e Caminhos

Iraneide Soares da Silva, Isis Tatiane da Silva dos Santos, Tânia Ferreira Rezende, Elane Carneiro de Albuquerque e Fabiana Marques do Carmo / Mediação: Maria Edimaci Leite Teixeira (PUC Goiás)

Reunindo vozes do Rio Grande Sul, Minas Gerais, Bahia, Goiás e Amapá, esta mesa discute a luta por uma educação cada vez mais antirracista. As falas revelam ações do poder público, narrativas de disputa e como a ação política e pedagógica molda o futuro.

 

16h - 17h30 | CUFA | Parceria | Festival Literário da Igualdade Racial (FLIIR)

Águas que Correm 

Amanda Motta Castro, Antonilde Rosa Pires, Carol Lima de Carvalho, Cíntia Santos Diallo, Heridan de Jesus Guterres Pavão Ferreira e Mariana Cunha Pereira (Roraima – Norte) / Mediação: Joanice Conceição 

Esta mesa reflete sobre história, memória e migração amefricana. Do Rio Grande do Sul a Roraima discutirão o simbolismo e a materialidade das águas como conectivas de histórias, fluxos culturais e diásporas internas, resgatando memórias que atravessam fronteiras geográficas e temporais.

 

18h - 19h30 | CUFA | Parceria | Festival Literário da Igualdade Racial (FLIIR)

Sementes do Amanhã 

Jhenifer Emanuely Rodrigues dos Santos, Juliana dos Santos Barbosa, Karla Jaqueline Vieira Alves, Solange Rocha, Yone Maria Gonzaga e Manuela Arruda dos Santos Nunes da Silva / Mediação: Maricel Mena Lopez

Para discutir memória, letramento racial e futuro amefricano, Maricel Mena Lopez é mediadora de uma mesa com representantes da Paraíba, Mato Grosso, Paraná, Minas Gerais, Brasília e Ceará.  Cultivar novas gerações capazes de reescrever as histórias de mulheres negras no centro é objetivo do debate.

20h - 21h30 | CUFA | Parceria União Europeia
Nós estávamos aqui, filme de Fred Kuwornu

“WE WERE HERE - A História Não Contada dos Africanos Negros na Europa Renascentista”

PALCO ZN

14h - 15h15 | ZN
Livraria Belle Époque apresenta: Folia Mirim A Brilhante de Belem, direto do morro da Formiga. 

 

15h45 - 17h | ZN
Livraria Belle Époque apresenta: Carimbó dos Altos - grupo musical e teatral de cultura amazônica. 

17h15 - 18h45 | ZN
Livraria Belle Époque apresenta: Twizz conexão Brooklyn X Lins com o melhor do hiphop, R&B, house e charme.

 

19h - 23h30 | ZN | Parceria | Festival Literário da Igualdade Racial (FLIIR)

SLAM BR CHAVES C E D

22 DE NOVEMBRO

VIADUTO DE MADUREIRA

14h - 15h30 | Viaduto de Madureira | Parceria | Étonnants Voyageurs e União Europeia

MAPAS DO EU: ESCREVER A PRÓPRIA TERRA

Ananda Devi, Ghayath Almadhoun e Olinda Tupinambá / Mediação: Evandro Luiz da Conceição

​Quando o seu corpo é um território em disputa, escrever torna-se um ato de soberania. Ghayath Almadhoun (Palestina), Olinda Tupinambá (Brasil) e Ananda Devi (Ilhas Maurício - Oceano Índico) se encontram para explorar como a literatura dá voz ao deslocamento e à resistência cultural. Suas histórias, que passam por campos de refugiados, florestas ancestrais e ilhas oceânicas, revelam como a escrita pode preservar o que está sob ameaça e sonhar novos mundos possíveis. Eles refletem sobre o direito ao retorno, a reconexão com a terra e a luta contínua dos povos originários. Uma conversa poderosa sobre como a palavra é usada para cartografar a existência e garantir o direito de pertencer.

15h30 - 16h | Viaduto de Madureira
Performance Festival Madureira Madureira Toca Canta e Dança

16h - 17h30 | Viaduto de Madureira | Parceria | Étonnants Voyageurs

OLHAR É TAMBÉM UM ATO POLÍTICO

Olivier Marboeuf e Itamar Vieira Junior / Mediação: Nadia Yala Kisukidi

Quem define o que é uma "boa imagem"? E quem essa definição silencia? O autor e curador guadalupense Olivier Marboeuf e o escritor brasileiro Itamar Vieira Junior se unem para desmontar os cânones coloniais que ainda ditam nossa cultura. Esta conversa é um mergulho no poder (e no perigo) das representações. Eles partem de um questionamento direto: as instituições estão dispostas a redistribuir não apenas espaços, mas o próprio poder de decidir o que é arte e conhecimento? Ao conectar França e Brasil, eles exploram como a emoção, a autoria coletiva e novas pedagogias podem ser ferramentas para imagens que, de fato, nos libertem. Uma reflexão necessária sobre como olhar é também um ato político.

 

18h - 19h30 | Viaduto de Madureira | Parceria | Étonnants Voyageurs

OS SABERES DAS BEIRAS

Michael Roch e Geni Núñez / Mediador: Audrey Célestine

​Como construir novos mundos com as ferramentas da arte? O pensador Michael Roch e a psicóloga e ativista indígena Geni Núñez se unem para mostrar que a criação é um ato político. Em seu trabalho, eles usam a ficção, os afetos e os saberes das beiras para desafiar noções rígidas de tempo e identidade, abrindo espaço para epistemologias alternativas. Este diálogo é um convite para repensar as realidades sociais a partir de "outros espaços", aqueles que existem além do cânone ocidental. Uma troca inspiradora sobre como a criatividade pode ser a chave para imaginar e forjar futuros baseados no entendimento e na justiça.

 

20h - 21h30 | Viaduto de Madureira | Parceria | Étonnants Voyageurs e MansA

PARA REESCREVER O POR VIR: A ESCRITA DO FUTURO COMEÇA NO SUL

Conceição Evaristo e Liz Gomis / Mediação: Mame-Fatou Niang

Quem tem o poder de escrever o futuro? Nesta conversa fundamental, a curadora Liz Gomis parte de um pressuposto: as ferramentas para imaginar amanhãs mais justos estão no Sul Global. Eles mostram como a imaginação e os saberes africanos e diaspóricos podem ressignificar a história, a memória e o sentido de comunidade. O diálogo é um convite para confrontar os legados coloniais e amplificar vozes que o mundo insiste em ignorar. Ao conectar o pensamento africano com a realidade brasileira, eles não só criticam o presente, mas oferecem ferramentas concretas para repensar o tempo e a possibilidade. Uma aula sobre como a resiliência cultural é o ponto de partida para reescrever o porvir.

21h30 - 00h | Praça das Mães | Parceria | Festival de Madureira

Filhos da Águia, Império do Futuro, Nilce Fran, Soninha Bumbum e Karin Rodrigues e Lemi Ayó

22h30 - 5h | Viaduto de Madureira

Baile Charme

O Baile Charme de Madureira é um evento cultural que ocorre aos sábados sob o Viaduto Negrão de Lima, no Rio de Janeiro, e é um reduto da música negra, especialmente do charme, uma apropriação brasileira do R&B e soul. 

CUFA

14h - 15h30 | CUFA | Parceria | Festival Literário da Igualdade Racial (FLIIR)

Escrevivência Viva: jovens em conversa com a Conceição Evaristo. 

Conhecimento que inova, incomoda estruturas e entrelaça diálogos,  elementos que nos conduzem ao encantamento das “escrevivências”. A escritora homenageada, Conceição Evaristo será entrevistada por jovens da Biblioteca Conceição Evaristo, projeto da FAETEC do Maracanã em parceria com o PACC-Letras/URFJ. Um encontro entre gerações, vida e oralidade.

 

16h - 17h30 | CUFA | Parceria | Festival Literário da Igualdade Racial (FLIIR)

SINAPIR - Juventude Negra Viva: Experiências Coletivas de Políticas de Bem-viver e Prevenção à Violência Letal 

Francisco Nonato, Vitor Matos, Tiago Santana e Ana Carolina.

A mesa apresenta o Plano Juventude Negra Viva reúne as principais lideranças do Ministério da Igualdade Racial, agentes territoriais e jovens lideranças para debater estratégias integradas de prevenção à violência letal, promoção de direitos e fortalecimento das ações da juventude em todos os territórios.

 

18h - 19h | CUFA  | Parceria | Festival Literário da Igualdade Racial (FLIIR)

Leitura de “E os cães se calaram”

Leitura de Et les chiens se taisaient [ E os cães se calaram] de Aimé Césaire, os dilemas e as contradições do herói revolucionário.

 

19h - 20h | CUFA |  Parceria | Festival Literário da Igualdade Racial (FLIIR)

Documentário As Irmãs Nardal: esquecidas da Negritude e debate Feminismo Negro: Experiências Transatlânticas e Desafios Contemporâneos

Conhecemos os pais da Négritude, mas quem esteve na base desse pensamento? É essa pergunta que costura o documentário Les soeurs Nardal: les oubliées de la Négritude, escrito por Léa Mormin-Chauvac e Marie Christine Gambart, que também assina a direção. Neste documentário conhecemos um pouco mais das Irmãs Nardal, nossas homenageadas, o que as atravessava — sonhos e ideias — no mundo do século XX. No FLIIR a exibição nos convoca ao debate intitulado Feminismo Negro: Experiências Transatlânticas e Desafios Contemporâneos, e procura reposicionar estas feministas martinicas e seus diálogos transatlânticos na história. Além disso, também acontece o lançamento do livro Les soeurs Nardal.
 

20h - 21h | CUFA | Parceria | Festival Literário da Igualdade Racial (FLIIR), Goethe-Institut e União Europeia

Feminismo Negro: Experiências Transatlânticas e Desafios Contemporâneos

Alice Hasters e Léa-Mormin-Chauvac / Mediação: Thaís Marinho 

A mesa reúne Alice Hasters e Léa Mormin-Chauvac para conversar sobre a história e o legado das irmãs Nardal, pioneiras do feminismo negro na Martinica e figuras centrais na construção do pensamento diaspórico. Invisibilizadas por tanto tempo, elas agora recebem os holofotes e são as grandes homenageadas da primeira edição do FLIIR.

PALCO ZN

17h15 - 18h45 | ZN
Flup apresenta: Descolonizar a Escola: Memórias Apagadas, Saberes Insurgentes
Roda de conversa com Ynaê Lopes dos Santos e Maria Antônia Goulart

19h - 21h | ZN | Parceria | Festival Literário da Igualdade Racial (FLIIR)

SLAM BR Semifinal 1 

 

21h30 - 23h30 | ZN | Parceria | Festival Literário da Igualdade Racial (FLIIR)

SLAM BR Semifinal 2

23h30 - 00h45 | ZN | Parceria | Arquipélago Glissant, British Council e National Poetry Centre e União Europeia

CHAOS OPERA – Atlântico Negro

Khadijah Ibrahiim, Omari Swanston-Jeffers, Jamila Gomes Pereira, Kadish Morris, Denis Pourawa, Ryane Leão, Fabienne Kanor, Ghayath Almadhoun 

19NOV
20NOV
21NOV
22NOV

23 DE NOVEMBRO

 

VIADUTO DE MADUREIRA

14h - 15h30 | Viaduto de Madureira
Podcast Angu de Grilo ao vivo: 
Flávia Oliveira e Bela Reis recebem Raull Santiago

15h30 - 16h | Viaduto de Madureira 

Cerimônia Prêmio Goncourt


16h30 - 18h | Viaduto de Madureira

O AMANHÃ SERÁ AINDA MAIS NOSSO

Meryanne Loum-Martin e Conceição Evaristo / Mediação: Tatiane Alves

Como construir um futuro com mais vozes, mais corpos e mais poder negro? Neste encontro, a força empresarial de Meryanne Loum-Martin encontra a potência literária de Conceição Evaristo. Elas partilham suas jornadas para amplificar as experiências das mulheres na diáspora, mostrando como o conceito de Escrevivência transforma a vida em luta e arte. A conversa aborda o desafio de ser “a primeira” em muitos espaços, mas foca na energia coletiva que rompe essa solidão. Suas narrativas não são apenas histórias; são ferramentas para desafiar o passado e afirmar um futuro mais justo. Uma celebração do poder feminino negro que já está moldando o amanhã, aqui e do outro lado do oceano.

18h30 - 20h | Viaduto de Madureira | Parceria | Étonnants Voyageurs e União Europeia

A HERANÇA COLONIAL NA NOSSA MESA E NO NOSSO CLIMA

Malcom Ferdinand e Audrey Pulvar / Mediação: Andréia Coutinho

A forma como comemos, vivemos e habitamos o planeta carrega uma herança colonial. Nesta mesa, o pensador Malcolm Ferdinand e a jornalista Audrey Pulvar, ambos da Martinica, exploram essa conexão urgente. Eles partem do conceito de “habiter colonial” para mostrar como o colonialismo forjou os padrões de consumo que hoje alimentam a crise climática. A conversa vai além da denúncia: é um chamado para desmontar essas lógicas. Eles discutem como transformar nossos hábitos e lutar por justiça ambiental e climática são formas de reparação necessárias. Um diálogo para entender como a desigualdade do passado ainda determina quem sofre mais com a crise do planeta, e como podemos construir futuros verdadeiramente sustentáveis e justos.

 

20h30 - 22h | Viaduto de Madureira | Parceria | Étonnants Voyageurs

O QUILOMBO DENTRO DE NÓS: OUTRO LADO DE NOSSAS PELES

Dénétem Touam Bona e Tiganá Santana / Mediação: Brendow Gabriel

Onde a gente encontra refúgio em um mundo moldado pela herança colonial? Neste diálogo, o filósofo Dénétem Touam Bona e o artista Tiganá Santana partem da história dos quilombos para encontrar a resposta. Eles mostram que a fuga não é só um ato do passado, mas uma arte para o presente: uma forma de criar novos espaços de liberdade com a linguagem, a música e o pensamento. A conversa pergunta: que línguas falamos para sermos livres? Como transformar o silêncio em potência? Juntos, eles revelam como a filosofia e a arte podem descolonizar nossos sentidos, ressignificar o tempo e abrir veredas inexploradas para a criatividade e o conhecimento. Uma jornada para descobrir o quilombo dentro de nós.
 

23h30 - 00h30 | Viaduto de Madureira

Majur

Majur é uma cantora e compositora brasileira de Salvador, Bahia, conhecida por sua música que mistura pop, R&B, funk e bases de matriz africana. Sua carreira é marcada por mensagens de diversidade, afeto e autoconhecimento, e por sua forte presença artística, que lhe rendeu participações em grandes festivais como o Lollapalooza Brasil, e a tornou uma figura de representatividade para a comunidade LGBTQIA+ e para pessoas negras.

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CUFA 

14h - 16h | CUFA | Parceria | Festival Literário da Igualdade Racial (FLIIR)

Escrevivências e Resistências: Experiências Estaduais na Promoção da Igualdade Racial (SINAPIR)

A mesa apresenta novas políticas públicas bem sucedidas na esfera cultural e educacional no Estado e município voltadas ao fortalecimento do slam, da poesia falada, da literatura afrodescendente e das narrativas de povos tradicionais.

 

16h10 - 17h10 | CUFA | Parceria | Festival Literário da Igualdade Racial (FLIIR) 

TODA FORMA DE AMOR VALE AMAR

Evandro Luiz da Conceição e Geni Núñez  / Mediação: Zéza

Perspectivas que atravessam raça, gênero, classe e territorialidades marginalizadas. Evandro Luiz da Conceição e Geni Núñez revelam uma reflexão crítica sobre sexualidades periféricas que se desdobram em padrões normativos e colonialistas.  Esta mesa fortalece os ecos dos pensadores antirracistas que foram gerados com o movimento FLIIR 25, deixando a nossa marca.

 

17h20 - 18h20 | CUFA | Parceria | Festival Literário da Igualdade Racial (FLIIR)

Cozinha Ancestral

Iya Marlene Medrado, Mãe Celina de Xangô e Mãe Flávia Pinto / Mediação: Maria da Conceição Cotta Baptista

Esta mesa entrelaça o diálogo entre direito à alimentação sustentável, agricultura urbana, soberania alimentar e troca de saberes com mulheres de terreiros e quilombos do Brasil como Iya Marlene Medrado de Cozinha das Tradições. 

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18h40 - 20h10 | CUFA | Parceria | Festival Literário da Igualdade Racial (FLIIR)

Peça Rosanie Soleil de Ina Césaire (ETC Caraibe)

Rosanie Soleil é um psicodrama que reúne quatro mulheres em um ambiente rural da década de 1870 apresentado pela Cia Etc Caraïbe, uma agência de autores de teatro contemporânea sediada na Martinica, parceira do Flup e do FLIIR no âmbito da Temporada França-Brasil. Ina Césaire é dramaturga e etnógrafa francesa que celebra a herança oral da sua terra natal, a Martinica.

20h30 - 22h | CUFA | Parceria | Festival Literário da Igualdade Racial (FLIIR) 

FINAL SLAM BR

24 DE NOVEMBRO

TERMINAL GENTILEZA

14h - 15h30 | Terminal Gentileza | Ativação Motiva 

REESCREVER-SE, OS LIVROS COMO ESPELHOS

Lázaro Ramos e Itamar Vieira Jr. / Mediação: Evandro Luiz da Conceição 

Lázaro Ramos e Itamar Vieira Jr. compartilham trajetórias pessoais muito semelhantes, a começar pelo fato de que nasceram com um ano de diferença (1978 e 1979, respectivamente) em uma Salvador que transbordava para o mundo a partir do carnaval, de sua música contagiante, da singularidade do povo da maior cidade negra das Américas. Ambos escrevem com a régua e o compasso da Bahia, mas também com um olho voltado para o grande público, que agradam e encantam como já o faziam Jorge Amado, João Ubaldo Ribeiro e o próprio Castro Alves, que levou a poesia para a praça, o coração do seu povo. Apesar de tantas semelhanças, foram raras as vezes em que se encontraram para compartilhar uma reflexão sobre livros que, mais do que reencantar o Brasil, colocaram as narrativas negras na lista dos mais vendidos e reinventaram o cânone brasileiro a partir de suas próprias trajetórias.

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27 DE NOVEMBRO

VIADUTO DE MADUREIRA

16h - 17h30 | Viaduto de Madureira | Parceria British Council e National Poetry Centre 

CRIAR COM CORAGEM: QUE NOSSOS FILHOS POSSAM SONHAR 

Conceição Evaristo e Patricia Kingori / Mediação: Luciany Aparecida 

Como criar filhos e cuidar de uma comunidade em um mundo doente? Como ser mãe diante de tantas catástrofes? Neste diálogo profundo, a força da Escrevivência de Conceição Evaristo encontra a pesquisa de Patricia Kingori sobre poder e desigualdade. Elas partem da vida concreta das mulheres negras para explorar os desafios de proteger a integridade física e mental dos nossos, num contexto de injustiça. Mas a conversa não para no sofrimento; é um farol de esperança. Elas discutem como, mesmo assim, é possível nutrir o sonho nas novas gerações, praticar o cuidado coletivo e forjar estratégias de justiça a partir da nossa própria experiência. Um debate sobre como o ato de criar e proteger a vida é, em si, a semente de um mundo mais saudável.
 

18h - 19h30 | Viaduto de Madureira 

NÃO HAVERÁ LIMITE PARA OS MEUS SONHOS

Carla Akotirene e Taísa Machado / Mediadora: Mame-Fatou Niang 

Não haverá limite para os meus sonhos. Esta afirmação radical é o ponto de partida para as pesquisadoras Carla Akotirene e Taísa Machado. Em um mundo que tenta impor barreiras à nossa existência, elas exploram como podemos escapar do cerceamento mental do racismo e do colonialismo para reivindicar o direito pleno de imaginar. A conversa é um combate à raiva e um exercício de futuros descolonizados. Elas questionam: como criar novas formas de ser e de pertencer, para além da violência racial? Como queremos viver, e não apenas sobreviver? Neste diálogo, o sonho deixa de ser fuga e se torna a mais potente prática criativa de libertação.

 

20h - 21h30 | Viaduto de Madureira

O BRASIL QUE A GENTE TECE EM FAMÍLIA

Barbara Cruz, Eliana Alves Cruz, Paulo Vicente Cruz e Adriana Cruz / Mediação: Gilberto Porcidônio

Neste diálogo, os irmãos Cruz se propõem a atravessar juntos os territórios da memória, da justiça, do tempo, da morte, da escuta e do cuidado e o que esse cruzamento possibilita para repensar o país. Partindo do encontro entre as diferenças e afinidades em suas trajetórias, a mesa entrelaça a construção intergeracional e os percursos singulares de cada um para pensarem sobre os caminhos de continuidade em um mundo marcado pela antinegritude.

 

23h - 00h30 | Viaduto de Madureira

Luedji Luna

​​Luedji Luna é uma cantora e compositora baiana, natural de Salvador, conhecida por músicas que abordam temas como ancestralidade, racismo e feminismo. Formada em Direito, ela usa a música para expressar suas vivências e seu engajamento em causas sociais, tendo lançado álbuns como "Um Corpo no Mundo" (2017) e "Bom Mesmo É Estar Debaixo D'Água" (2021), que lhe renderam reconhecimento e indicações a prêmios como o Grammy Latino. 

CUFA 

17h - 19h | CUFA

Small Axe - Episódio 01 

Mangrove – A história real do restaurante Mangrove, um centro de ativismo comunitário durante os anos 1970.

Small Axe é uma série antológica composta por cinco filmes criados e dirigidos por Steve McQueen. Ambientada entre as décadas de 1960 e 1980, retrata histórias pessoais de imigrantes da comunidade caribenha em Londres, cujas vidas foram moldadas por sua própria determinação, apesar do racismo e da discriminação sistêmicos.

 

19h - 20h | CUFA

Debate sobre Small Axe

Episódio Mangrove, com Steve McQueen e Janaína Oliveira

20h - 21h30 | CUFA

MasterClass "Moda, sustentabilidade e narrativa" com Khadijah Ibrahiim, Ariane Santos, Daniel Nicolaesvsky - Moda CUFA

 

21h30 - 23h30 | CUFA

Desfile Ritos Periféricos - apresentação da coleção CUFA

A Central Única das Favelas, Casa Geração/Casa 93, Badu Design e Cool Hunter Favela convidam para a apresentação da coleção de moda periférica global e sustentável inspirado no Bate Bola , dia 27 de novembro na Flup - Festa Literária das Periferias.

PALCO CASA RUA

15h - 16h30 | Palco Casa Rua | Parceria | UFRJ na Flup

Seminário Conceição Evaristo - LITERATURA E VIDA

Vagner Amaro e Yasmin Santos / Mediação: Felipe Machado

 

16h30 - 18h | Palco Casa Rua | Parceria | UFRJ na Flup

Seminário Conceição Evaristo - HISTÓRIA E MEMÓRIA

Assunção de Maria Sousa e Silva  e Fernanda Miranda / Mediação: Karine Aragão

 

18h - 19h30 | Palco Casa Rua | Parceria | UFRJ na Flup

Seminário Conceição Evaristo - ESCREVIVÊNCIA

Fernanda Felisberto e Luciany Aparecida / Mediação: Isabella Rosado Nunes 

19h30 - 21h | Palco Casa Rua

Editora Flyve/Selo Jiboia apresentam: Lançamento da antologia "Devotos: a encruzilhada entre São Jorge e Ogum" e Sarau com os autores do livro

Editora Flyve apresenta: A encruzilhada entre a escrita e a publicação
Lucas de Lucca, Thiago Phz, Pedro Veroneze, Denise Lima, Joselene Negra Black e mais autores convidados

28 DE NOVEMBRO

VIADUTO DE MADUREIRA

15h30 - 16h30 | Viaduto de Madureira | Parceria | Monde En Vues

O ROSTO DA LIBERDADE NEGRA NO SÉCULO 21

Jean-Claude Barny e Deivison Faustino / Mediador: Elisiane dos Santos 

Como se constrói a libertação negra hoje? Quais são seus contornos, suas estratégias e suas novas linguagens? Neste diálogo transatlântico, o cineasta Jean-Claude Barny (Guadalupe) e o pesquisador Deivison Faustino (Brasil) unem suas expertises para responder a essa pergunta urgente. Eles partem de uma análise das "pós-vidas do colonialismo", os rastros da opressão que ainda moldam nossa realidade, para investigar as lutas atuais por justiça racial. A conversa é um convite para recuperar histórias apagadas, enfrentar o racismo sistêmico e, o mais importante, forjar ferramentas concretas para imaginar futuros de empoderamento e solidariedade. Uma reflexão poderosa sobre os caminhos da liberdade, do Brasil à Europa.

 

17h - 18h | Viaduto de Madureira | Parceria | Instituto Cervantes e Sesc 

A ARTE CONVOCA O REENCANTAMENTO DO MUNDO

Laurent Leger-Adame e Jessé Andarilho / Mediação: Stephanie Borges

A arte pode nos tornar inteiros novamente? O fotógrafo e documentarista Laurent Léger Adame e o escritor Jessé Andarilho partem dessa pergunta para uma conversa comovente sobre o poder reparador da criação. Eles exploram como o cinema e a literatura podem resgatar histórias apagadas pela violência do tempo e das instituições. Diante de traumas do passado e do presente, qual é o verdadeiro alcance da arte? Ela pode, de fato, restaurar o que foi perdido? Esta mesa é um mergulho nos limites e nas possibilidades infinitas do discurso artístico como um instrumento de reconstrução de memórias, identidades e futuros. Um diálogo sobre usar a criação como um ato de cura coletiva e reencantamento. 

 

18h30 - 19h30 | Viaduto de Madureira | Parceria | Instituto Cervantes e União Europeia 
A DIÁSPORA EM MADUREIRA: AS HISTÓRIAS QUE DEVEM SER FOTOGRAFADAS
Johny Pitts e Lúcia Mbomio / Mediação: Emílio Domingos

Da Espanha ao Reino Unido, passando pelo coração do Rio de Janeiro: o que as lentes negras da diáspora estão capturando? Nesta mesa, o fotógrafo Johny Pitts e a jornalista Lucía Mbomio partilham seus olhares sobre raça e pertencimento, mostrando como a imagem constrói pontes entre realidades distantes. Em um diálogo situado em Madureira, bairro de resistência negra, eles mostram como a fotografia desafia estereótipos e conta as histórias que precisam ser vistas. Através do seu compromisso com a justiça, eles revelam como uma foto pode, onde as palavras falham, iniciar uma revolução de entendimento.

20h30 - 22h | Viaduto de Madureira | Parceria | União Europeia, British Council e National Poetry Centre

GIRA DE CINEASTAS: O FILME COMO SEMENTE DE COMUNIDADE

Steve McQueen encontra Gabriel Martins, Safira Moreira, Dione Carlos, Grace Passô, Juliana Vicente, Patricia Kingori e Khadijah Ibrahiim / Mediação: Janaína Oliveira

Em uma roda de conversa, o olhar singular do cineasta Steve McQueen se encontra com a diversidade de vozes do cinema brasileiro. O tema central é a força coletiva da imagem em movimento: como o ato de filmar pode ser um gesto de cuidado com a memória e uma ferramenta ativa para tecer comunidades? Esta não é uma palestra, mas uma gira de ideias. Uma troca sobre como as lentes podem arquivar não só o que foi, mas também ajudar a imaginar e a construir o que queremos ser, todo mundo junto.
 

00h - 1h30 | Viaduto de Madureira

Mart'nália​​

Mart'nália é uma cantora, compositora e instrumentista brasileira, filha de Martinho da Vila e Anália Mendonça, nascida no Rio de Janeiro. Ela iniciou sua carreira fazendo backing vocals para o pai e, a partir dos anos 90, estabeleceu-se como artista solo, tocando em bares, casas noturnas e teatros. Seu estilo mistura samba com MPB, e ela ganhou reconhecimento internacional e dois Grammys Latinos. 

CUFA 

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14h - 15h30 | CUFA

O SAGRADO QUE VEM DA TERRA: OS ENCANTADOS QUE LIBERTAM

Helena Theodoro e Daniel Munduruku / Mediação: Mariano Maya

Das matas às cidades, quais são as forças espirituais que sustentam a luta pela liberdade? Neste encontro fundamental, o líder indígena Daniel Munduruku e a pensadora Helena Theodoro (referência em cultura negra e sabedoria africana) exploram as tradições que conectam negros e indígenas ao território e ao sagrado.Eles partem das cosmologias do jurema, dos caboclos e dos orixás para mostrar como essas sabedorias ancestrais não apenas moldaram o Brasil, mas são ferramentas vivas de resistência. A conversa revela uma visão de justiça e solidariedade enraizada no cuidado com a comunidade e na criatividade, oferecendo um caminho espiritual e político para a libertação.

16h30 - 17h30 | CUFA

Small Axe - Episódio 02 

Lovers Rock – Em 1980, jovens negros encontram liberdade e romance em festas caseiras de Londres.

 

17h30 - 18h30 | CUFA

Small Axe - Debate 02 

Gabriel Martins e Grace Passô

PALCO CASA RUA

15h - 16h30 | Palco Casa Rua | UFRJ na Flup

Gira Viva com Conceição Evaristo / Moderadora: Emily Almeida

Assunção Sousa, Denise Carrascosa, Fernanda Felisberto, Fernanda Miranda, Heloisa Toller, Henrique Marques Samy, Maria Aparecida Salgueiro, Isabela Rosado Nunes, Jurema Werneck, Lívia Natália e Vagner Amaro.

 

16h30 - 18h | Palco Casa Rua | UFRJ na Flup

Seminário Conceição Evaristo - PESQUISAS INAUGURAIS

Heloisa Toller e Maria Aparecida Andrade Salgueiro / Mediação: Júlio Tavares 

 

18h - 19h30 | Palco Casa Rua | UFRJ na Flup

Seminário Conceição Evaristo - VOZES  E GÊNERO

Henrique Samyn e Jurema Werneck / Mediação: Jucilene Braga 

 

19h30 - 21h | Palco Casa Rua | UFRJ na Flup

Seminário Conceição Evaristo - A DIÁSPORA

Denise Carrascosa e Lívia Natália / Mediação: Eneida Leal Cunha

29 DE NOVEMBRO

VIADUTO DE MADUREIRA

14h - 15h30 | Viaduto de Madureira

EM NOME DE MÃE: REINVENTANDO HERANÇAS

Conceição Evaristo e Zahy Tentehar / Mediação: Sandra Benites

Elas levam o futuro nos ombros como uma promessa. Neste diálogo, Conceição Evaristo e Zahy Tentehar partilham o ato poderoso de recusar um destino pré-moldado pelo racismo e pelo colonialismo. Ao dizer "não", elas reiventam suas próprias heranças. Falando como uma mulher negra e uma mulher indígena, elas mostram que a cura para as dores do passado está na arte, na memória viva e na força da comunidade. Sua conversa é uma semente de um país menos cínico, lembrando que o futuro começa quando paramos para ouvir umas às outras, a sabedoria da terra e os sussurros que a história não conseguiu apagar.
 

16h - 17h30 | Viaduto de Madureira

OS NÓS EM NÓS: CURAR A MENTE, LIBERTAR O CORPO

Thamy Ayouch e Isildinha Baptista Nogueira / Mediação: Érico Andrade 

Como curar as feridas que o colonialismo deixou na nossa psique? Neste diálogo urgente, a psicanalista Thamy Ayouch e a pensadora Isildinha Nogueira partem de Frantz Fanon para investigar a construção da identidade e a subjetividade negra. Ayouch propõe uma psicanálise "queerizada" e descolonial, enquanto Isildinha traz a memória e a arte afro-brasileira como antídotos. Juntas, elas perguntam: como o corpo e a mente colonizados podem se libertar da violência, mesmo hoje? Como receber Fanon, no seu centenário de nascimento, no Brasil de 2025? Uma conversa para desatar os nós invisíveis que a história amarrou em nós, abrindo caminho para futuros de justiça e criatividade.
 

18h - 19h30 | Viaduto de Madureira

ONDE A VIDA NÃO SEJA APENAS POSSÍVEL

Dionne Brand e Christina Sharpe / Mediador: Bia Ferreira 

O que significa estar “no rastro” da história? Nesta conversa poderosa, Christina Sharpe, com seu conceito de “wake” (que é rastro, vigília e esteira de navio) e Dionne Brand, com sua poesia que recusa o mundo como ele é, nos guiam por uma reflexão urgente. Elas partem da memória diaspórica para pensar as formas de violência e apagamento que persistem, mas também as possibilidades radicais de se viver de outro jeito. Ao conectar esse pensamento com a realidade brasileira, a mesa vira uma oficina de futuros. Elas não só analisam o presente, mas nos equipam para sonhar e construir futuros negros onde a vida não seja apenas possível, mas floresça com justiça e beleza.
 

20h - 21h30 | Viaduto de Madureira

NAVEGANDO O AFETO: ATRÁS DE UM PORTO SEGURO

Alexis Pauline Gumbs e Jeferson Tenório / Mediação: Duda Nascimento 

Como navegar um oceano de saudades para encontrar um porto seguro? Nesta conversa, Alexis Pauline Gumbs e Jeferson Tenório tomam o leme do Atlântico Negro para contar uma nova história: uma escrita pela perspectiva negra. Eles celebram as vozes e memórias da diáspora, refletindo sobre como a errância e a perda também podem nos levar de volta para casa. Esta é uma viagem íntima de resgate. Juntos, eles fazem com que as histórias submersas ressurjam, não como fantasmas, mas como alicerces para futuros radicalmente novos. Um diálogo para quem acredita que a maior força da diáspora vem da memória tatuada no corpo. 
 

22h30 - 05h | Viaduto de Madureira

Baile Charme com show de Sandra Sá

Sandra Sá é uma cantora, compositora e atriz carioca, nascida em Pilares, em 1955, conhecida como a "rainha do soul brasileiro". Cresceu imersa na cultura do Movimento Black Rio e estreou na música quando sua composição "Morenando" foi gravada por Leci Brandão em 1978. Ganhou notoriedade nacional no festival MPB 80 da TV Globo com "Demônio Colorido" e lançou seu primeiro álbum solo de sucesso nesse mesmo período. 

CUFA 

14h30 - 15h30 | CUFA | Parceria Goethe-Institut
Lendo (n)as Encruzilhadas da Diáspora 

A mesa apresenta resultados da oficina de tradução literária realizada pelo Goethe-Institut Rio de Janeiro em parceria com a Flup. A atividade com Raquel Alves e Jess Oliveira (ministrante da oficina) propõe um encontro entre escritoras negras alemãs em traduções no Brasil, apresentando obras de May Ayim, Sharon Dodua Otoo, Lahya Aukongo, Swami saraswati e Jackie Thomae. Entre leitura, escutra em performance, a apresentação celebra a tradução como gesto de criação, que conecta línguas, histórias e experiências da diáspora africana em suas múltiplas vozes e territórios. Com trechos de traduções de Aline Ferreira, Allan Marques, Amanda Sousa Barbosa, Erica Wels, Gislayne Tavares, Henrique Machemer, Raquel Alves. 

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15h30 - 16h30 | CUFA

Small Axe - Episódio 03

Red, White and Blue – Um jovem negro é impelido a se tornar um policial e mudar atitudes por dentro.

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16h30 - 17h30 | CUFA

Small Axe - Debate 03 

Mariana Jaspe e Maíra Oliveira

22h - 01h | CUFA
Batalha de Rima Marginow

PALCO CASA RUA​

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14h - 15h30 | Palco Casa Rua

SESC apresenta: Projeto Geringonça: um redemoinho artístico, lançamento do livro e roda de conversa com Emilio Domingos, Pablo Meijueiro e Valterlei Borges

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PRAÇA DAS MÃES​

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21h30 - 22h30 | Praça das Mães

Roda de Samba - Vem Sambar Iaiá

23NOV
24NOV
27NOV
28NOV
29NOV
30NOV

30 DE NOVEMBRO

VIADUTO DE MADUREIRA

 

14h - 15h30 | Viaduto de Madureira | Parceria | União Europeia 

ESTRANGEIRO NA SUA PRÓPRIA TERRA 

Cacique Valdelice e Cristina Roldão / Mediação: Renata Tupinambá

O que une a luta de um povo indígena por seu território no Brasil e a de uma comunidade negra por pertencimento na Europa? Neste diálogo urgente, a Cacique Valdelice e a pesquisadora Cristina Roldão exploram uma dolorosa semelhança: a experiência de ser tratado como estrangeiro na própria terra. Seja pela falta de um documento, pela violência do Estado ou pela barreira da imigração, o sentimento de desenraizamento é uma ferramenta de opressão. Juntas, elas constroem uma ponte de solidariedade entre essas lutas, mostrando como a defesa dos direitos coletivos e o cuidado com o planeta são a base para criar comunidades verdadeiramente acolhedoras, para além de todas as fronteiras. Os povos originários são raízes que respiram entre a adversidade, como um belo manguezal.

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14h30 | Livraria Belle Époque

Ses​são de autógrafos com Evandro Luiz da Conceição e Augusto Dias

 

16h - 17h30 | Viaduto de Madureira

IMAGINAÇÃO PARA DECODIFICAR PROMESSAS TECNOLÓGICAS

Ruha Benjamin e Sil Bahia / Mediação: Janaína Damaceno 

​E se Inteligência Artificial, que sabemos não ser neutra, estiver apagando nossas histórias? Nesta conversa urgente, a pensadora Ruha Benjamin e a ativista Sil Bahia desvendam como os algoritmos, linguagens generativas e os arquivos digitais podem reforçar o racismo e a desigualdade. Elas partem de um questionamento direto: contra a branquitude da “biblioteca digital” das IAs, quem decide o que é visto, lembrado ou apagado? Juntas, elas não só denunciam o problema, mas investem na imaginação para criar tecnologias inclusivas. Um diálogo para quem acredita que a justiça social também se conquista nos códigos, nos dados e na luta por uma memória digital que nos represente. 

18h - 19h30 | Viaduto de Madureira

UM MAPA DE FUGA DO PENSAMENTO ÚNICO

Conceição Evaristo e Denise Ferreira da Silva / Mediação: Fernanda Miranda

Neste encontro histórico, duas das maiores vozes do pensamento contemporâneo brasileiro, Conceição Evaristo e Denise Ferreira da Silva, se encontram no Viaduto de Madureira. Da Escrevivência que narra a vida concreta das margens, à filosofia radical que desmonta os alicerces coloniais do mundo, elas traçam um mapa de fuga do pensamento único. Este diálogo íntimo e potente pergunta: como a literatura e a filosofia, juntas, podem tecer novos futuros e reencantar o mundo? Uma conversa para quem acredita que a liberdade é um projeto que começa no território e se expande sem fronteiras, irradiando do coração do subúrbio carioca para o mundo.
 

20h - 21h30 | Viaduto de Madureira | Parceria | União Europeia

O QUE VEM DEPOIS?

Flávia Oliveira e Maboula Soumahoro / Mediação: Elisiane dos Santos

​O que vem depois de tudo o que as mulheres negras já deram ao mundo? Depois de conhecimentos produzidos, de obstáculos superados, de lutas, de lutos, de instituições em transformação?  O que vem depois para o mundo que estamos tentando construir? O que vem depois para o projeto de reencantar o mundo que a Flup se propôs nessa edição? A jornalista Flávia Oliveira e a pensadora Maboula Soumahoro, a partir de suas trajetórias, marcadas por diferentes territórios e culturas, que se conectam afrodiasporicamente e se encontram no Viaduto Madureira, convidam-nos a pensar o que vem depois do hoje, para cada uma, para cada um de nós, fazendo do encerramento uma nova abertura a ideias para sonhar, viver e reencantar o mundo.

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22h30 - 00h | Viaduto de Madureira

Olodum

O Olodum é um grupo afro-brasileiro fundado em 25 de abril de 1979, no Pelourinho, em Salvador, Bahia, que nasceu como bloco de carnaval para a população local. Conhecido por sua música de samba-reggae e forte atuação social, o grupo tornou-se um símbolo de resistência cultural, luta contra o racismo e afirmação da identidade afro-brasileira. 
 

CUFA 

14h - 15h | CUFA

Small Axe - Episódio 04 

Alex Wheatle – A história real do escritor Alex Wheatle e seu período na prisão após os distúrbios de Brixton.

 

15h - 16h | CUFA

Small Axe - Debate 04 

Marcos Carvalho e Clementino Júnior 

 

17h - 18h | CUFA

Small Axe - Episódio 05 

Education – A história de Kingsley, de 12 anos, vítima de uma política não oficial de segregação.

 

18h - 19h | CUFA

Small Axe - Debate 05 

Janaína Damaceno e Estevão Ribeiro

19h - 20h | CUFA | Parceria | Festival de Madureira

Mesa “Estratégias de Desenvolvimento de Madureira através da Cultura, Turismo e Economia Criativa"

Marcelo Freixo - Presidente da Embratur, Quitéria Chagas - Rainha da Bateria da Império Serrano, Elias José - Presidente do Agbara Dudu, DJ Michel - Baile Charme de Madureira, Pai Dário - Coordenador da Companhia de Aruanda, Karol Duarte - Arquiteta e Urbanista e Guia de Turismo, idealizadora do Guiadas Urbanas

Moderador: Rodrigo Nunes - Coordenador da Rede Madureira e Festival Madureira

Organização: Rede Madureira

​​​A Rede Madureira reúne desde 2015 grupos culturais e empreendedores importantes da região da Grande Madureira para o desenvolvimento de programas e projetos voltados para o desenvolvimento econômico, cultural e turístico da região e para a  implantação do Distrito Criativo de Madureira, território de economia criativa preta e suburbana do Rio.  Para discutir o futuro do bairro e estratégias para o seu desenvolvimento, a Rede Madureira e a Flup idealizaram essa mesa. 

PALCO CASA RUA​​

15h45 - 17h15 | Palco Casa Rua
SESC apresenta: Paquetá – revista das artes: entre memórias, narrativas e axé, lançamento da revista e roda de conversa com Anderson Barreto, Simone Mota e Iyá Paula de Odé

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PRAÇA DAS MÃES

19h30 - 21h | Praça das Mães

Roda de samba - Canção Abençoada

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