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Pessoas convidadas Flup 2025
CURADORIA

Mame-Fatou Niang
É diretora do Centro de Estudos Europeus Negros do Atlântico da Carnegie Mellon University. É professora associada de estudos franceses e francófonos no Departamento de Línguas Modernas da CMU, autora de Identités Françaises (Brill, 2019) e coautora de Universalisme (Anamosa, 2022). Ela conduz pesquisas sobre economias da economia viva, Negritude na França Contemporânea e Universalismo Francês.

Julio Ludemir
Julio Bernardo Ludemir nasceu no Rio de Janeiro, mas foi criado em Olinda, Pernambuco. Estudou jornalismo, mas nunca concluiu o curso. Tem dez livros publicados, a maioria dos quais ambientada nas favelas cariocas. A reportagem Rim por Rim foi finalista do Prêmio Jabuti de 2008. É um dos roteiristas de 400 contra um, que o cineasta Caco de Souza adaptou da autobiografia de William da Silva Lima, um dos criadores do Comando Vermelho. É um dos criadores da FLUP, festa literária cuja principal característica é acontecer em favelas cariocas, com a qual ganhou o Faz Diferença de 2012 do jornal O Globo, o Excellence Awards de 2016 da London Book Fair, o Retratos da Leitura de 2016 do Instituto Pro-Livro e o Jabuti de Fomento à Leitura de 2020. Também é um dos idealizadores da Batalha do Passinho, que levou para Londres e Nova York. Com os dançarinos do Passinho, criou o espetáculo Na Batalha, primeiro grupo de funk a se apresentar no Teatro Municipal do Rio de Janeiro, tema de documentário que estreou em 2016.

Janaína Oliveira
Janaína Oliveira é pesquisadora de cinema, curadora independente e professora do IFRJ, com doutorado em História e experiência como Pesquisadora Fulbright na Howard University. Fundadora do Fórum Itinerante de Cinema Negro (FICINE), atua em curadorias e júris de festivais no Brasil e no exterior. Integra comitês do Fespaco, BlackStar e Criterion Channel, além de ser curadora internacional da Semana de Cinema Negro de Belo Horizonte.
SEMANA 1

Ana Maria Gonçalves
ANA MARIA GONÇALVES nasceu em Ibiá, MG, em 1970. É sócia fundadora da Terreiro Produções. Trabalhou com Publicidade até 2001. É autora de Um Defeito de Cor (Editora Record), ganhadora do Prêmio Casa de las Américas (Cuba, 2007). É roteirista (“Rio Vermelho”), dramaturga (“Chão de Pequenos”, “Tchau, Querida!” e
:”Pretoperitamar”) e professora de escrita criativa. Eleita pela Academia Brasileira de Letras em 2025.
:”Pretoperitamar”) e professora de escrita criativa. Eleita pela Academia Brasileira de Letras em 2025.

Ananda Devi
Nascida nas Maurícias, ANANDA DEVI é autora de uma obra prolífica que ganhou numerosos prémios e foi traduzida para uma dezena de línguas. Seus livros mais notáveis incluem “Eve de ses décombres” (Gallimard, 2006, Prix des Cinq Continents, Prix RFO), “Le sari vert” (Gallimard, 2009, Prix Louis Guilloux), “Le rire des dieux” (Grasset, 2021, Prix Femina des lycéens) e “Le jour des chameleons” (Grasset 2023, Prêmio da Língua Francesa). Ela recebeu o Prêmio Neustadt 2024 dos Estados Unidos por todo o conjunto de sua obra.

Anne Lafont
Anne Lafont é historiadora da arte francesa, pesquisadora e professora na École des Hautes Études en Sciences Sociales (EHESS), em Paris. Trabalhou como diretora dos programas de pesquisa de historiografia da arte no Institute National d’Histoire de l’Art e como editora da revista Perspective. Integrou o comitê curatorial da exposição Le modèle noir – de Gericault à Matisse, no Musée d’Orsay, em 2019, e é autora de livros
sobre história da arte, incluindo "L’art et la race: L’African (tout) contre les œils des lumières" (2019), obra referencial que venceu os prêmios literários Fetkann Maryse Condé e Vitale e Arnold Blokh.
sobre história da arte, incluindo "L’art et la race: L’African (tout) contre les œils des lumières" (2019), obra referencial que venceu os prêmios literários Fetkann Maryse Condé e Vitale e Arnold Blokh.

Audrey Pulvar
Audrey Pulvar é uma ativista feminista e ambiental francesa, nascida em 1972 na Martinica, nas Antilhas Francesas. Desde junho de 2020, ela foi eleita vice-prefeita de Paris e é particularmente responsável pelas questões de agricultura e alimentação na cidade de Paris. Ex-presidente da FNH (Fundação para a Natureza e o Homem), ela criou um fundo patrimonial chamado AfricanPattern, cujo objetivo era definir um novo modelo de desenvolvimento econômico sustentável, baseado nos conhecimentos africanos, e apoiar projetos de campo na África voltados ao desenvolvimento sustentável e à biodiversidade. Em junho de 2017, ela encerrou sua carreira como jornalista política e decidiu se engajar de forma mais concreta. Colocou sua reputação e suas habilidades de persuasão a serviço do bem comum e de uma transição ambiental justa. Foi eleita presidente da Fundação para a Natureza e o Homem. Durante 25 anos, entre 1992 e 2017, Audrey PULVAR foi jornalista política na França. Trabalhou como jornalista, apresentadora, editora-chefe e diretora-geral em cerca de quinze meios de comunicação nacionais franceses — rádios, televisões e imprensa escrita — incluindo France 3, France 2, France Inter, o Grupo Canal Plus e Les Inrockuptibles.

Dr. Bonaventure Ndikung
O Prof. DR. BONAVENTURE SOH BEJENG NDIKUNG é curador, autor e biotecnólogo, atuando atualmente como diretor e curador-chefe da Haus der Kulturen der Welt (HKW), em Berlim, Alemanha, e curador-chefe da 36ª Bienal de São Paulo. Ele é o fundador e foi diretor artístico da SAVVY Contemporary, em Berlim, e também diretor artístico da sonsbeek20–24, uma exposição quadrienal de arte contemporânea em Arnhem, Holanda. Ele também trabalhou como curador-geral para a Documenta 14 de Adam Szymczyk em Atenas, Grécia e Kassel, Alemanha em 2017 e foi curador convidado da Bienal Dak'Art em Dakar, Senegal, em 2018. Além disso, ele atuou como diretor artístico para as 12ª e 13ª edições da bienal de fotografia Bamako Encounters, no Mali, assumindo esta função em 2019 e 2022. Juntamente com o Miracle Workers Collective, ele foi curador do Pavilhão da Finlândia na 58ª Bienal de Veneza, 2019. O Prof. Dr. Ndikung foi professor convidado em estudos curatoriais e arte sonora na Städelschule, em Frankfurt, e atualmente é professor e chefe do corpo docente do Programa de Mestrado em Estratégias Espaciais na Academia de Arte Weissensee, em Berlim. Ele recebeu a primeira bolsa de residência de curadores internacionais da OCAD University em Toronto, em 2020. Seus trabalhos publicados incluem, entre outros, “The Delusions of Care” (2021), “An Ongoing-Offcoming Tale: Ruminations on Art, Culture, Politics and Us/Others” (2022) e “Pidginization as Curatorial Method (2023).

Dénètem Touam Bona
Filósofo e artista afropeano, DÉNÈTEM TOUAM BONA escolheu a liana como planta-totem de um livro e de uma exposição afrodiaspórica (no Centre D'Art et du Paysage, em Vassivière, 2021-22) para evocar, num mesmo gesto, um imaginário colonial e patriarcal tóxico (a figura de Tarzan), ao mesmo tempo que presta homenagem à lyannaj (do crioulo lyan, liana) dos arquipélagos da Martinica e Guadalupe: práticas de aliança e improvisação criativa que fazem parte da experiência histórica da marronagem. Diante da abolição contínua do direito de asilo, da extinção de espécies vivas e do crescente império dos algoritmos em nossas vidas, ele clama pela reativação das artes marrons da camuflagem. Seus livros mais recentes são: “Sagesse des lianes” (Post Editions, França, 2021) e “Fugitive, where are you running?” (Polity, Reino Unido/EUA, 2023), a ser publicado, “Sabedoria dos cipós” (UBU, Brasil, 2025).

Denis Pourawa

Eliane Marques
ELIANE MARQUES é romancista, poeta e tradutora, nascida na fronteira entre Brasil e Uruguai. Publicou “Louças de família” (Autêntica Contemporânea), Prêmio São Paulo de Literatura 2023 (romance de estreia), O poço das Marianas (Prêmio Minuano de Literatura 2022), “E se alguém o panoE (Prêmio Açorianos de Literatura 2016), “Relicário e as traduções Pregão de Marimorena” e “Cabeças de Ifé” (Prêmio AGES 2022). Em março de 2025 lançou o poemário Sílex, pela editora Fósforo – Círculo de Poemas. Atualmente trabalha no seu novo romance Guanxuma, que sairá em 2025 pela Autêntica Contemporânea. Não gosta de dizer que também trabalha como Auditora do Tribunal de Contas e que tem formação em Direito.

Fabienne Kanor
Dra. Fabienne Kanor é uma escritora e cineasta premiada, além de ser Marian Trygve Freed Early Career Professor no Departamento de Estudos Franceses e Francófonos e Professora Associada de Estudos Franceses e Francófonos na Pennsylvania State University. Agraciada pelo Ministério da Cultura da França com o título de Chevalier des Arts et des Lettres, Kanor dedica sua carreira a revelar as vozes silenciadas e ignoradas na história colonial.
Parte de seu trabalho aborda os efeitos traumáticos do tráfico transatlântico de escravos sobre os africanos e seus descendentes. Ela dirigiu cerca de quinze filmes documentários e publicou dez livros, entre eles: D’eaux Douces (2004), Humus (2006), Je ne suis pas un homme qui pleure (2016), Louisiane (2020) e La poétique de la cale: variations sur le bateau négrier (outubro de 2022).
Parte de seu trabalho aborda os efeitos traumáticos do tráfico transatlântico de escravos sobre os africanos e seus descendentes. Ela dirigiu cerca de quinze filmes documentários e publicou dez livros, entre eles: D’eaux Douces (2004), Humus (2006), Je ne suis pas un homme qui pleure (2016), Louisiane (2020) e La poétique de la cale: variations sur le bateau négrier (outubro de 2022).

Fred Kuwornu
Fred Kudjo Kuwornu, baseado em Nova York e atuando entre a Europa, os Estados Unidos, Gana e o Brasil, é um artista, curador de cinema, cineasta e pesquisador cuja prática explora a diáspora negra no mundo, unindo pesquisa histórica e linguagens visuais contemporâneas. Ele foi laureado com o Prêmio Dan David 2025 (US$ 300.000) — amplamente reconhecido como o maior e mais prestigioso prêmio de história do mundo, frequentemente descrito como o “Nobel da História” — por iluminar histórias negligenciadas e as raízes entrelaçadas que conectam comunidades em diferentes continentes. Após colaborar com Spike Lee em Miracle at St. Anna (2008), lançou seu primeiro documentário, Inside Buffalo, em 2010; desde então, dirigiu cinco documentários com sua produtora sediada em Nova York, Do The Right Films, culminando em We Were Here – The Untold History of Black Africans in Renaissance Europe (2024), selecionado pelo diretor artístico brasileiro Adriano Pedrosa para o Pavilhão Central da 60ª Exposição Internacional de Arte – La Biennale di Venezia, e atualmente em turnê por museus ao redor do mundo. Seu próximo projeto internacional aborda a vida e os milagres de São Benedito, o Negro (San Benedetto di Palermo), e a devoção duradoura à sua figura — da Sicília ao Brasil (São Benedito).

Geni Núñez
GENI NÚÑEZ é ativista indígena Guarani, escritora e psicóloga. Tem pós-doutorado no Instituto de Estudos Avançados da Universidade de São Paulo (USP). É doutora no Programa de Pós-graduação Interdisciplinar em Ciências Humanas pela Universidade Federal de Santa Catarina (PPGICH/UFSC). É membro da Comissão de Direitos Humanos (CDH), do Conselho Federal de Psicologia (CFP) e da Articulação Brasileira de Indígenas Psicólogos/as (Abipsi). É co-assistente da Comissão Guarani Yvyrupa (CGY). Autora dos livros Descolonizando Afetos (2023), Jaxy Jaterê (2023) e Felizes por enquanto (2024).

Ghayath Almadhoun
GHAYATH ALMADHOUN é um poeta palestino nascido em Damasco em 1979 e radicado na Suécia desde 2008.
Seus poemas, publicados em árabe em cinco antologias, encontram-se traduzidos em trinta idiomas e foram publicados na Alemanha, Holanda, Suíça e EUA. Na Suécia, recebeu o prêmio Klas de Vylders stipendiefond para escritores imigrantes pela coletânea Asylansökan (Ersatz, 2010). Juntamente com a poeta sueca Marie Silkeborg escreveu Till Damaskus (Albert Bonniers Förlag, 2014), transformado em peça radiofônica para a Rádio Nacional Sueca.
Seus poemas, publicados em árabe em cinco antologias, encontram-se traduzidos em trinta idiomas e foram publicados na Alemanha, Holanda, Suíça e EUA. Na Suécia, recebeu o prêmio Klas de Vylders stipendiefond para escritores imigrantes pela coletânea Asylansökan (Ersatz, 2010). Juntamente com a poeta sueca Marie Silkeborg escreveu Till Damaskus (Albert Bonniers Förlag, 2014), transformado em peça radiofônica para a Rádio Nacional Sueca.

Guy Deslauriers
GUY DESLAURIERS dirigiu diversos documentários para a televisão (Edouard Glissant, Sorciers, Femmes-Solitude, La tragédie de la Mangrove, Clara et les Majors, Césaire VS Aragon).
Seus filmes (L'Exil du roi Béhanzin, Passage du milieu, Biguine, Aliker) foram selecionados em diversos festivais internacionais e lhe renderam reconhecimento internacional. Atualmente, ele trabalha em uma série documental sobre a história do patrimônio culinário das Antilhas e da Amazônia, com previsão de transmissão mundial. Entre seus projetos está também a história da maior tragédia do tráfico de escravos: o naufrágio do Leusden, em 1738.
Seus filmes (L'Exil du roi Béhanzin, Passage du milieu, Biguine, Aliker) foram selecionados em diversos festivais internacionais e lhe renderam reconhecimento internacional. Atualmente, ele trabalha em uma série documental sobre a história do patrimônio culinário das Antilhas e da Amazônia, com previsão de transmissão mundial. Entre seus projetos está também a história da maior tragédia do tráfico de escravos: o naufrágio do Leusden, em 1738.

Itamar Vieira Junior
Vencedor de prêmios no Brasil e no exterior, além de ser o primeiro brasileiro finalista do prestigiado International Booker Prize, ITAMAR VIEIRA JUNIOR nasceu em Salvador (1979) e é autor da coletânea de contos Doramar ou a Odisseia, do infantil Chupim, e dos romances Salvar o fogo (Prêmio Jabuti 2024) e Torto arado (Prêmios Jabuti e Oceanos 2020; Prêmio Montluc Résistance et Liberté 2024). Esse último se tornou um dos maiores sucessos - de crítica e de público - da literatura brasileira nas últimas décadas, sendo traduzido para mais de trinta idiomas. Torto arado inspirou adaptações para o teatro, um musical e uma canção do compositor Rubel.

Jamila Pereira Gomes
Jamila é uma jornalista cultural, escritora, poeta e licenciada em Relações Internacionais, natural da Guiné-Bissau e nomeada para prémios de destaque. É Gestora de Projetos Editoriais da 54 Mag e antiga Redatora Regional da Rolling Stone Africa, representando a Luso-África. O seu trabalho pode ser encontrado em português, crioulo e inglês, em plataformas como 54 Mag, Black Ballad, Rolling Stone Africa, BANTUMEN, The Republic, The Floor Mag e outras, onde explora transformações culturais e as políticas da identidade das mulheres africanas e negras na diáspora e além dela. É também especialista em migração e violência de género, finalista do Top 20 do Merky Books Writer’s Camp 2019 e coautora de três antologias antirracistas e políticas publicadas pela editora brasileira Editora Urutau.

Khadijah Ibrahiim
Khadijah Ibrahiim é uma poetisa, ativista literária, Membro da Royal Society of Literature e Doutora Honorária em Letras, cujo trabalho faz a ponte entre a escrita e a performance de palco com uma distintiva lente futurista diaspórica afro-caribenha. Aclamada pela BBC como uma das poetisas mais prolíficas de Yorkshire. Ela é Produtora Executiva de 'We Are Poets' e fundadora e diretora artística da Leeds Young Authors, nutrindo vozes marginalizadas por mais de duas décadas. Suas coleções Rootz Runnin' e Another Crossing, publicadas pela Peepal Tree Press, exploram herança, migração e futuros imaginados através do lirismo negro britânico. Ela se apresenta regularmente em palcos do Reino Unido e internacionais. Seu trabalho também é apresentado em Jornais e antologias. Ela é a criadora de Dead n Wake, do 'Sound System Symposium' e de 'My body is a Protest - live installation' (Meu corpo é um Protesto - instalação ao vivo). Ela expôs e curou projetos com bibliotecas, galerias e museus, e mais recentemente trabalhou com a Royal Ballet and Opera House como libretista para Sing, Dance, Leap (Cante, Dance, Salte), uma produção celebrando Bradford 2025: UK City of Culture (Cidade da Cultura do Reino Unido).

Kadish Morris
Kadish Morris é uma poetisa, escritora e crítica de arte do The Observer, onde anteriormente trabalhou como editora de comissionamento. Seus textos foram publicados por veículos de prestígio como The Guardian, The New York Times, Frieze, Art Review, The Financial Times, Phaidon e Taschen. Em 2020, ela foi agraciada com o prêmio Eric Gregory, concedido a poetas com menos de 30 anos. Além disso, ela também é membro do conselho da editora Peepal Tree Press.

Léa Mormin-Chauvac
LÉA MORMIN-CHAUVAC é jornalista, roteirista e documentarista. Ela vive e trabalha na Martinica. Ela publicou “Les Soeurs Nardal”, na vanguarda da causa negra, em abril de 2024, com a Editions Autrement.

Leda Maria Martins
LEDA MARIA MARTINS, Rio de Janeiro, 25 de junho de 1955, é uma poeta, ensaísta, acadêmica e dramaturga brasileira, especialista em cultura afro-brasileira. Atualmente mora em Belo Horizonte onde leciona na Faculdade de Letras da UFMG - Universidade Federal de Minas Gerais. Foi também professora convidada da New York University.
Publicou diversos artigos e livros em periódicos brasileiros e estrangeiros, além do livro “Os Dias Anônimos” (1999), de poesia, pela editora 7 Letras. Faz parte do Conselho Estadual de Política Cultural de Minas Gerais.
Publicou diversos artigos e livros em periódicos brasileiros e estrangeiros, além do livro “Os Dias Anônimos” (1999), de poesia, pela editora 7 Letras. Faz parte do Conselho Estadual de Política Cultural de Minas Gerais.

Lena Blou
Lēnablou é doutora em antropologia da dança, bailarina, coreógrafa e professora. Uma figura central no pensamento e na prática coreográfica caribenha contemporânea, ela vem desenvolvendo, há mais de vinte anos, um trabalho singular que combina pesquisa, criação e transmissão, baseado no **gwoka**, uma prática musical e coreográfica tradicional da Guadeloupe. Suas pesquisas a levaram a formular o conceito de Bigidi, uma filosofia de instabilidade fértil e adaptação contínua, derivada do movimento da dança gwoka. Ela faz desse conceito o fundamento de uma estética da desordem e de uma reflexão crítica sobre as epistemologias do Sul, interrogando como corpos marcados pela história colonial inventam estratégias de vida, resistência e criação. Essa reflexão deu origem a uma técnica original, a Techni'ka, que insere as danças tradicionais no campo contemporâneo, revelando sua complexidade, tecnicidade e força expressiva. Por meio de conferências, masterclasses, oficinas coreográficas e colaborações artísticas e acadêmicas, Lēnablou articula os saberes caribenhos com outras tradições e modos de pensar o movimento. Seu trabalho é reconhecido tanto no meio acadêmico quanto nas esferas artísticas internacionais, onde contribui ativamente para reconfigurar os referenciais estéticos e teóricos da dança contemporânea. Fundadora do CDEC – Centre de Danse et d’Études Chorégraphiques (1990), seu primeiro laboratório, e depois da Compagnie Trilogie LēnaBlou (1995), Lēnablou se empenha em revelar uma forma caribenha de pensar o corpo em movimento, ao mesmo tempo enraizada em suas origens e resolutamente voltada para o mundo. Em 2017, ela criou seu próprio espaço, o Larel Bigidi Art, que, no coração de Pointe-à-Pitre, abriga hoje o Lafabri'k – Centre Caribéen de Recherche Chorégraphique (CCRC), um espaço de pesquisa e criação e um centro de recursos, que recebeu do Ministério da Cultura, em 2024, o selo “Atelier de Fabrique Artistique”.

Liz Gomis
LIZ GOMIS é jornalista, cineasta, produtora e estrategista cultural. Após uma carreira na mídia (Radio Nova, Arte, Canal+), dirigiu séries documentais como Africa Riding e Africa Demain, e fundou a revista OFF TO, uma revista dedicada aos espaços urbanos africanos. Atualmente, é diretora executiva da MansA - Maison des Mondes Africains, uma instituição pública francesa recém-criada dedicada às culturas africanas e afro-diaspóricas. Também contribuiu para importantes programas culturais, como a Temporada África2020, e atualmente faz parte do conselho do museu Palais de Tokyo.

Malcom Ferdinand
Malcom Ferdinand é um engenheiro ambiental pela University College London e doutor em filosofia política pela Université Paris Diderot. Atualmente, ele é pesquisador no CNRS (IRISSO/Université Paris Dauhire). No cruzamento da filosofia política, teoria pós-colonial e ecologia política, sua pesquisa se concentra no Atlântico Negro e particularmente no Caribe. Ele explora as relações entre as atuais crises ecológicas e a história colonial da modernidade. Seu trabalho foi apresentado em inúmeras revistas acadêmicas e inclui o livro premiado Decolonial Ecology: Thinking from the Caribbean World (Seuil, 2019 e Polity, 2021). Recentemente, ele publicou um estudo abrangente sobre a contaminação por pesticidas da Martinica e Guadalupe em um livro chamado S'aimer la Terre: défaire l'habiter colonial (Seuil, 2024).

Manthia Diawara
Manthia Diawara nasceu no Mali, na África Ocidental. É Professor Distinto de Literatura Comparada e Cinema na Universidade de Nova York (New York University). Seus ensaios e artigos de opinião, em francês e em inglês, sobre arte, cinema e política, foram publicados em revistas e jornais como The New York Times Magazine, Los Angeles Times, Libération, Mediapart e Artforum. Diawara é autor de duas aclamadas memórias: In Search of Africa (Harvard University Press) e We Won’t Budge: An African in the World (Basic Books). Também publicou diversos livros sobre o cinema africano e afro-americano

Michael Roch
MICHAEL ROCH é um escritor e roteirista de ficção científica caribenho, nascido em Lyon em 1987. Muito aclamado por seu romance “Tè Mawon” (2022, La Volte), este ano ele publica uma coletânea de contos no mesmo universo, “Lanvil emmêlée” (2024, La Volte).
Desde 2015, ele ministra diversas oficinas de escrita sobre o tema do afrofuturismo – um movimento literário que desenvolve contra-distopias afrocêntricas – em ambientes prisionais e universitários.
Atualmente, ele apresenta o Latilié, uma oficina de escrita criativa dedicada às literaturas da imaginação na Twitch. Ele ensina contação de histórias em escolas de arte. Ele também é membro da Fabrique Décoloniale. Ele mora na Martinica.
Desde 2015, ele ministra diversas oficinas de escrita sobre o tema do afrofuturismo – um movimento literário que desenvolve contra-distopias afrocêntricas – em ambientes prisionais e universitários.
Atualmente, ele apresenta o Latilié, uma oficina de escrita criativa dedicada às literaturas da imaginação na Twitch. Ele ensina contação de histórias em escolas de arte. Ele também é membro da Fabrique Décoloniale. Ele mora na Martinica.

Michelle Alexander
O aclamado best-seller de Michelle Alexander, The New Jim Crow: Mass Incarceration in the Age of Colorblindness (O Novo Jim Crow: Encarceramento em Massa na Era da “Daltonismo” Racial), ganhou uma edição especial de 10º aniversário em janeiro de 2020. Sua obra, amplamente reconhecida, revela o racismo sistêmico no sistema prisional norte-americano, que a New York Review of Books descreveu como “notável pela inteligência de suas ideias, pela capacidade de síntese e pela força de sua escrita.” Com a mesma força e franqueza em suas palestras, Michelle examina de forma rigorosa a injustiça racial no sistema jurídico moderno, mostrando como o encarceramento em massa passou a substituir a segregação racial. Michelle Alexander é jurista, defensora da justiça social, colunista do The New York Times e professora visitante no Union Theological Seminary. Ela questiona os mitos que envolvem o sistema de justiça criminal dos Estados Unidos, sob perspectivas raciais e éticas, e propõe soluções para combater essa epidemia. Com um poderoso chamado para despertar do “sono daltônico” em que o país mergulhou, Michelle deixa seu público com uma nova compreensão dos desafios enfrentados pelo movimento dos direitos civis e um convincente apelo à ação por um movimento de direitos humanos multirracial e multiétnico pela justiça nos Estados Unidos.
SEMANA 2

Adriana Alves dos Santos Cruz
Adriana Alves dos Santos Cruz é uma jurista brasileira, juíza federal pelo estado do Rio de Janeiro. Se notabilizou por ter se tornado, em 1999, uma das primeiras juízas federais pretas do país, e por ter liderado diversas iniciativas para promoção dos direitos humanos e da igualdade racial no Poder Judiciário.

Alexis Pauline Gumbs
Alexis Pauline Gumbs é uma Feminista Negra Queer e evangelista. Ela é autora de diversos livros, sendo os mais recentes Survival is a Promise: The Eternal Life of Audre Lorde e o premiado Undrowned: Black Feminist Lessons from Marine Mammals. Ela também é cofundadora da Mobile Homecoming Trust, uma biblioteca viva, vivencial e intergeracional de genialidade negra LGBTQIA+.

Cacique Maria Valdelice
Cacique Maria Valdelice (Jamopoty Tupinambá que significa florescer). Primeira Cacique mulher da Bahia e segunda do Brasil. Com mais de 25 anos de cacicado, é a primeira Cacique do povo Tupinambá de Olivença. Defensora dos Direitos Humanos dos Povos Indigenas. Luta pela demarcação da Terra Tupinambá de Olivença para que seu povo possa viver de forma digna com seus direitos originários respeitados. Em 2025 Recebeu o título Honoris Causa concedido pela UESC e foi ganhadora na 8ª edição do Prêmio Sim à Igualdade Racial, promovido pelo Instituto Identidades do Brasil (ID_BR) na categoria Inspiração.

Carla Akotirene
Carla Akotirene é doutora em Estudos Feministas pela Universidade Federal da Bahia e consultora em políticas públicas. Autora dos livros “O que é interseccionalidade?”, pela Coleção Feminismos Plurais e coordenado por Djamila Ribeiro, "Ó Paí Prezada! Racismo e sexismo tomando bonde nas penitenciárias femininas de Salvador", ambos publicados pela Editora Jandaíra, e o livro “É fragrante fojado dôtor vossa excelência” (Ed. Civilização Brasileira). É também idealizadora da Opará Saberes, primeiro curso de extensão voltado à capacitacão de candidaturas negras ao mestrado e doutorado em universidades públicas. Atualmente, Carla concentra estudos sobre feminismo negro, racismo estrutural e equidade de gênero e interseccionalidades.

Christina Sharpe
Christina Sharpe é escritora, professora e titular da Cátedra de Pesquisa do Canadá (Tier 1) em Estudos Negros nas Humanidades na York University, em Toronto. Ela também é Pesquisadora Associada no Instituto de Estudos Avançados de Joanesburgo (JIAS), da Universidade de Joanesburgo. Sharpe é autora de Monstrous Intimacies: Making Post-Slavery Subjects (2010), In the Wake: On Blackness and Being (2016) e Ordinary Notes (2023) — vencedor do Prêmio Hilary Weston Writer’s Trust de Não Ficção e do Prêmio Hodler, além de finalista do National Book Award e do National Book Critics Circle Award em Não Ficção, do James Tait Black Prize em Biografia e do Los Angeles Times Book Award (na categoria Atualidade/Não Ficção). Sharpe é também vencedora da Bolsa Guggenheim (2024), do Prêmio Molson do Conselho de Artes do Canadá nas áreas de Ciências e Humanidades (2024), do Prêmio Windham-Campbell em Não Ficção (2024) e do Prêmio Killam (2025).

Clementino Junior
Clementino Junior é cineasta, educador audiovisual e ambiental, doutor em educação, professor da PUC-RIO, pesquisador do GEASur, curador, artista visual e fundador e coordenador do CAN - Cineclube Atlântico Negro.

Cida Bento
A psicóloga, pesquisadora e ativista Maria Aparecida da Silva Bento, cofundadora do CEERT (Centro de Estudos das Relações de Trabalho e Desigualdades), é uma das vozes mais influentes do movimento negro brasileiro. Seu trabalho é fundamental para a compreensão das desigualdades raciais e econômicas no país, com um foco pioneiro no conceito de branquitude. Como ativista, ela teve um papel crucial na delegação brasileira na Conferência Mundial contra o Racismo em Durban e atua na defesa dos direitos e da igualdade em diversas frentes, como a educação e o mercado de trabalho, em que busca combater a discriminação racial por meio de iniciativas e pesquisas.

Cristina Roldão
Cristina Roldão é socióloga, investigadora no Iscte - Instituto Universitário de Lisboa e professora adjunta convidada na Escola Superior de Educação de Setúbal. É uma voz ativa no debate académico e público sobre o racismo e a negritude na sociedade portuguesa. Fez parte da comissão organizadora da 7.ª Conferência Afroeuropeans (Lisboa, 2019) e pertence ao Comité Diretivo do recém-criado Center for Black European Studies and the Atlantic (Carnegie Mellon University, 2023). Cristina Roldão foi colunista do jornal Público (2022-2024) e membro dos Grupos de Trabalho sobre o Plano Nacional de Combate ao Racismo (2021/22) e sobre a Recolha de Dados Étnico-Racionais no Censo de 2021 (2018/19), em Portugal. É coeditora da edição do 110.º aniversário do jornal «O Negro» (Lisboa, 2021), coautora de Tribuna Negra: Origens do Movimento Negro em Portugal (1911-1933) e coeditora do recente livro Afroeuropeans - Identities, Racism, and Resistances.

Daniel Munduruku
⦁ Sua experiência de ter participado do LANANI e, especialmente, o que mudou na sua vida/carreira depois.
⦁ A importância do LANANI para a valorização das culturas negra e indígena e por que esse é um motivo forte para as pessoas se inscreverem.
⦁ Como foi a experiência de voltar ao projeto como orientador no Processo Mora na Filosofia, e o que isso representa pra você
⦁ A importância do LANANI para a valorização das culturas negra e indígena e por que esse é um motivo forte para as pessoas se inscreverem.
⦁ Como foi a experiência de voltar ao projeto como orientador no Processo Mora na Filosofia, e o que isso representa pra você

Deivison Faustino
Deivison Faustino é doutor em sociologia e professor da Faculdade de Saúde Pública
da USP. Tem experiência com pesquisa, ensino e extensão nos temas capitalismo,
colonialismo e racismo; pensamento antirracista; tecnologias digitais e sociedade;
relações raciais e saúde e saúde digital. É autor de inúmeros livros e artigos sobre Frantz
Fanon. Pela Boitempo publicou Colonialismo digital: por uma crítica hacker-fanoniana
(com Walter Lippold, 2023).
da USP. Tem experiência com pesquisa, ensino e extensão nos temas capitalismo,
colonialismo e racismo; pensamento antirracista; tecnologias digitais e sociedade;
relações raciais e saúde e saúde digital. É autor de inúmeros livros e artigos sobre Frantz
Fanon. Pela Boitempo publicou Colonialismo digital: por uma crítica hacker-fanoniana
(com Walter Lippold, 2023).

Denise Ferreira da Silva
A artista e filósofa Denise Ferreira da Silva é professora Samuel Rudin de Humanidades e co-diretora do Critical Racial & Anti-Colonial Study Co-Laboratory na Universidade de Nova York (NYU), além de professora adjunta na Monash University School of Art, Architecture, and Design (Austrália).
Sua produção artística e acadêmica reflete e especula sobre temas e questões centrais da filosofia contemporânea, estética, teoria política, pensamento negro, pensamento feminista e materialismo histórico.
Ela é autora dos livros Toward a Global Idea of Race (University of Minnesota Press, 2007), The Impagavel Divide (Workshop of Political Imagination and Living Commons, 2019), Unpayable Debt (Stenberg / MIT Press, 2022) e coorganizadora (com Paula Chakravartty) de Race, Empire, and the Crisis of the Subprime (Johns Hopkins University Press, 2013).
Entre suas obras artísticas estão os filmes Serpent Rain (2016), 4Waters – Deep Implicancy (2018), Soot Breath / Corpus Infinitum (2020) e Ancestral Claims / Ancestral Clouds (2023), realizados em colaboração com Arjuna Neuman; e as práticas artísticas relacionais Poethical Readings e Sensing Salon, em colaboração com Valentina Desideri.
Ela já apresentou performances e palestras em importantes espaços artísticos, como o Centro Pompidou (Paris), Whitechapel Gallery (Londres), MASP (São Paulo), Guggenheim (Nova York) e MoMA (Nova York).
Denise também escreveu e criou conteúdos para grandes eventos de arte — Bienal de Liverpool (2017), Bienal de São Paulo (2016; 2023), Bienal de Veneza (2017) e Documenta 14 — e publicou em revistas e plataformas de arte como Canadian Art, Texte Zur Kunst e E-Flux.
Sua produção artística e acadêmica reflete e especula sobre temas e questões centrais da filosofia contemporânea, estética, teoria política, pensamento negro, pensamento feminista e materialismo histórico.
Ela é autora dos livros Toward a Global Idea of Race (University of Minnesota Press, 2007), The Impagavel Divide (Workshop of Political Imagination and Living Commons, 2019), Unpayable Debt (Stenberg / MIT Press, 2022) e coorganizadora (com Paula Chakravartty) de Race, Empire, and the Crisis of the Subprime (Johns Hopkins University Press, 2013).
Entre suas obras artísticas estão os filmes Serpent Rain (2016), 4Waters – Deep Implicancy (2018), Soot Breath / Corpus Infinitum (2020) e Ancestral Claims / Ancestral Clouds (2023), realizados em colaboração com Arjuna Neuman; e as práticas artísticas relacionais Poethical Readings e Sensing Salon, em colaboração com Valentina Desideri.
Ela já apresentou performances e palestras em importantes espaços artísticos, como o Centro Pompidou (Paris), Whitechapel Gallery (Londres), MASP (São Paulo), Guggenheim (Nova York) e MoMA (Nova York).
Denise também escreveu e criou conteúdos para grandes eventos de arte — Bienal de Liverpool (2017), Bienal de São Paulo (2016; 2023), Bienal de Veneza (2017) e Documenta 14 — e publicou em revistas e plataformas de arte como Canadian Art, Texte Zur Kunst e E-Flux.

Dionne Brand
Dionne Brand é uma renomada poeta, romancista e pensadora. Sua escrita já recebeu inúmeros prêmios, incluindo o Governor General’s Award for Poetry, o Trillium Prize for Literature, o Griffin Poetry Prize, o Toronto Book Award e o Windham Campbell Prize de ficção, em 2021. Entre 2009 e 2012, foi Poet Laureate da cidade de Toronto e, em 2017, foi admitida na Ordem do Canadá. Entre seus livros de poesia premiados estão Land to Light On, thirsty, Inventory, Ossuaries, The Blue Clerk — um poema-ensaio — e Nomenclature: New and Collected Poems. Dionne Brand também alcançou grande reconhecimento na ficção e na não ficção. Entre seus romances estão At the Full and Change of the Moon (1999), What We All Long For (2005), Love Enough (2014) e Theory (2018). Como pensadora, publicou obras de não ficção como Bread Out of Stone, A Map to the Door of No Return (2001) — uma poderosa meditação sobre a negritude na diáspora — e Salvage: Readings from the Wreck (2024), que amplia o olhar crítico de Brand sobre a literatura e as práticas estabelecidas de leitura. Professora Emérita da School of English and Theatre Studies da Universidade de Guelph, no Canadá, ela também atua como diretora editorial do selo Alchemy, da Knopf Canada.

Dione Carlos
Dione Carlos é dramaturga, roteirista, atriz e curadora. Escreveu dezenas de peças encenadas no Brasil e no exterior, por grupos como Cia Capulanas de Arte Negra, Cia Livre, Coletivo Legítima Defesa e Companhia de Teatro Heliópolis. Selecionada para participar do Black Women Theatre Makers realizada pela PlayCo, de Nova Iorque, EUA. Representou o Brasil no Dia Internacional da Língua Portuguesa, na Grécia. Criou roteiros para diversos canais. Atualmente trabalha na Rede Globo. Roteirista responsável pelo documentário Elza Infinita, ganhador do prêmio de melhor documentário no Festival Internacional de Nova Iorque. Foi orientadora artística da Escola Livre de Teatro de Santo André no Núcleo de Dramaturgia. Ministra oficinas de dramaturgia pelo país. Agraciada com os Prêmios Shell e APCA na categoria Dramaturgia.

Eliana Alvez Cruz
ELIANA ALVEZ CRUZ é jornalista, escritora e roteirista. Foi indicada ao International Emmy Awards de 2024, a maior premiação da televisão mundial, por sua atuação no time de roteiristas da série Anderson Spider Silva. É autora de, entre outros, A vestida, que venceu na categoria Contos o prêmio Jabuti de 2022, mesmo ano em que lançou, pela Companhia das Letras, o romance Solitária. Pela Editora Malê, publicou os livros Água de Barrela e Crime do Cais do Valongo. É formada em jornalismo, área onde ainda atua. Foi semifinalista do Prêmio Oceanos com Crime do Cais do Valongo. Até o momento, escritos da autora compõem mais cinco antologias de contos e uma de poesias. Nada digo de ti, que em ti não veja é o seu terceiro romance, o primeiro pela Pallas Editora.

Estevão Ribeiro
Estevão Ribeiro é escritor, roteirista e diretor audiovisual capixaba, radicado em Niterói desde 2008. Criador das tirinhas Os Passarinhos e Rê Tinta, é também co-criador do desenho Vovó Tatá (Gloobinho) e roteirista da série Cidade de Deus – A Luta Não Para (HBO). Com 25 anos de carreira, lançou Salve, Rainha! E outras histórias, pela Editora Malê, reunindo contos e uma novela voltados ao público adulto.

Gabriel Martins
Nascido em Belo Horizonte e radicado na periferia de Contagem, graduou-se na Escola Livre de
Cinema/BH e em Comunicação Social com Habilitação em Cinema e Vídeo, em 2010, no Centro
Universitário UNA. É sócio fundador da produtora Filmes de Plástico, junto a André Novais Oliveira,
Maurílio Martins e Thiago Macêdo Correia. Dentre os seus principais trabalhos como diretor estão os
curtas “Rapsódia para o Homem Negro”, “NADA” e os longas-metragem “No Coração do Mundo”
(codirigido por Maurilio Martins) e “Marte Um”, este último tendo alcançado mais de 100 mil
espectadores no cinema e sendo selecionado para representar o Brasil na corrida do Oscar 2023.
Cinema/BH e em Comunicação Social com Habilitação em Cinema e Vídeo, em 2010, no Centro
Universitário UNA. É sócio fundador da produtora Filmes de Plástico, junto a André Novais Oliveira,
Maurílio Martins e Thiago Macêdo Correia. Dentre os seus principais trabalhos como diretor estão os
curtas “Rapsódia para o Homem Negro”, “NADA” e os longas-metragem “No Coração do Mundo”
(codirigido por Maurilio Martins) e “Marte Um”, este último tendo alcançado mais de 100 mil
espectadores no cinema e sendo selecionado para representar o Brasil na corrida do Oscar 2023.

Isildinha Baptista Nogueira
Isildinha Baptista Nogueira (1954) é mestre em Psicologia Social pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) e doutora em Psicologia Escolar e Desenvolvimento Humano pela Universidade de São Paulo (USP). Fez sua formação nos Ateliers de Psychanalise, em Paris, com Radmila Zygourys, uma das fundadoras da instituição.
Ela é pioneira ao incluir a discussão do corpo no contexto da condição de mulher negra e brasileira e também foi uma das primeiras a abordar com o instrumental psicanalítico tanto a dimensão sociocultural quanto a subjetiva da condição de negro no Brasil.
Em 2022, foi indicada ao Prêmio Jabuti na categoria de não-ficção pelo livro “Cor do Inconsciente: Significações do Corpo Negro”. A obra expõe as raízes do racismo entranhado nas camadas sociais, inclusive adentrado em indivíduos que não se consideram racistas, a partir de um estudo do pensar em si mesma num contexto em que a cor de sua pele é alvo de discriminação.
Ela é pioneira ao incluir a discussão do corpo no contexto da condição de mulher negra e brasileira e também foi uma das primeiras a abordar com o instrumental psicanalítico tanto a dimensão sociocultural quanto a subjetiva da condição de negro no Brasil.
Em 2022, foi indicada ao Prêmio Jabuti na categoria de não-ficção pelo livro “Cor do Inconsciente: Significações do Corpo Negro”. A obra expõe as raízes do racismo entranhado nas camadas sociais, inclusive adentrado em indivíduos que não se consideram racistas, a partir de um estudo do pensar em si mesma num contexto em que a cor de sua pele é alvo de discriminação.

Janaína Damaceno
Janaína Damaceno Gomes é professora da FEBF/UERJ, doutora em Antropologia Social pela USP e pesquisadora das estéticas e políticas da imagem negra. Atua como curadora e consultora para instituições como o Instituto Moreira Salles, com destaque para exposições de Walter Firmo, Lita Cerqueira e Gordon Parks. Coordena o grupo Afrovisualidades e é uma das fundadoras do Fórum Itinerante de Cinema Negro (FICINE).

Janaína Oliveira
Janaína Oliveira é pesquisadora de cinema, curadora independente e professora do IFRJ, com doutorado em História e experiência como Pesquisadora Fulbright na Howard University. Fundadora do Fórum Itinerante de Cinema Negro (FICINE), atua em curadorias e júris de festivais no Brasil e no exterior. Integra comitês do Fespaco, BlackStar e Criterion Channel, além de ser curadora internacional da Semana de Cinema Negro de Belo Horizonte.

Jean-Claude Barny
O cinema de Jean-Claude Barny afirma claramente sua identidade caribenha, situada entre a Europa dos autores e a América da indústria do entretenimento. Ele deu seus primeiros passos na realização cinematográfica ao dirigir o casting do filme La Haine, de Mathieu Kassovitz. Também realizou diversos filmes publicitários — incluindo três com o campeão mundial Usain Bolt na Jamaica — e inúmeros videoclipes com artistas como Abd Al Malik, Kassav e Tonton David.
Em 2005, Barny dirigiu seu primeiro longa-metragem, Nèg Maron, que aborda os problemas profundos de uma juventude antilhana desamparada e sem perspectivas. Em 2007, realizou Tropiques Amers, uma série histórica em seis episódios que revisita um período sombrio e pouco conhecido da França do final do século XVIII, quando o país utilizava escravos para sustentar sua economia açucareira.
Em 2014, dirigiu o telefilme Rose et le Soldat, que trata da história da Martinica durante a Segunda Guerra Mundial. Seu segundo longa, Le Gang des Antillais (2016), é uma adaptação do livro autobiográfico do martinicano Loïc Léry, preso nos anos 1970 por assalto à mão armada. O filme foi selecionado para mais de vinte festivais internacionais e recebeu vários prêmios: Melhor Filme no Caribbean Tales International Film Festival (2017), Melhor Adaptação Literária no Festival du Film de Croisic, Melhor Ficção no Festival International du Film Panafricain de Cannes (2017) e Melhor Filme Policial no Festival de Cognac (2017).
Seu longa Fanon já foi lançado e obteve sucesso nos cinemas. Atualmente, o filme segue em circuito de festivais e está disponível em VOD. Jean-Claude Barny também desenvolve dois novos projetos de longa-metragem: um ainda mantido em segredo — deixando espaço para o suspense e a futura descoberta de seu universo criativo — e La Légende de Battling Siki, que contará a história do jovem boxeador franco-senegalês Baye Fall, o primeiro africano a se tornar campeão mundial na década de 1920.
Em 2005, Barny dirigiu seu primeiro longa-metragem, Nèg Maron, que aborda os problemas profundos de uma juventude antilhana desamparada e sem perspectivas. Em 2007, realizou Tropiques Amers, uma série histórica em seis episódios que revisita um período sombrio e pouco conhecido da França do final do século XVIII, quando o país utilizava escravos para sustentar sua economia açucareira.
Em 2014, dirigiu o telefilme Rose et le Soldat, que trata da história da Martinica durante a Segunda Guerra Mundial. Seu segundo longa, Le Gang des Antillais (2016), é uma adaptação do livro autobiográfico do martinicano Loïc Léry, preso nos anos 1970 por assalto à mão armada. O filme foi selecionado para mais de vinte festivais internacionais e recebeu vários prêmios: Melhor Filme no Caribbean Tales International Film Festival (2017), Melhor Adaptação Literária no Festival du Film de Croisic, Melhor Ficção no Festival International du Film Panafricain de Cannes (2017) e Melhor Filme Policial no Festival de Cognac (2017).
Seu longa Fanon já foi lançado e obteve sucesso nos cinemas. Atualmente, o filme segue em circuito de festivais e está disponível em VOD. Jean-Claude Barny também desenvolve dois novos projetos de longa-metragem: um ainda mantido em segredo — deixando espaço para o suspense e a futura descoberta de seu universo criativo — e La Légende de Battling Siki, que contará a história do jovem boxeador franco-senegalês Baye Fall, o primeiro africano a se tornar campeão mundial na década de 1920.

Jeferson Tenório
Jeferson Tenório nasceu no Rio de Janeiro, em 1977, e hoje vive entre São Paulo e Porto Alegre. É doutor em teoria literária pela PUC-RS e foi professor visitante na Universidade Brown, nos Estados Unidos. É autor de Estela sem Deus (2018) e O avesso da pele (2020), que venceu o prêmio Jabuti, foi alvo de censura e teve os direitos vendidos para Portugal, Itália, Inglaterra, França, Suécia, China, Eslováquia, México e Estados Unidos.

Jessé Andarilho
Jessé Andarilho emerge como uma das vozes mais autênticas da literatura contemporânea brasileira, transformando sua vivência nas periferias do Rio de Janeiro em narrativas poderosas. Nascido e criado na favela de Antares, descobriu a literatura aos 24 anos, tornando-se um farol para histórias marginalizadas. Como escritor e presidente do Instituto Marginow, Jessé constrói pontes entre realidades sociais através de obras como "Fiel" – escrito inteiramente em um celular durante viagens de trem, retratando a complexa dinâmica do tráfico carioca – e "Efetivo Variável", que expõe dilemas estruturais no Exército brasileiro.
Sua versatilidade transborda em livros infantis como "Cadu Quer Brincar", que aborda infância e tecnologia, e no aclamado "Esquema" (2025, Alfaguara), considerado seu trabalho mais maduro. Além das mais de 20 coletâneas, Jessé leva suas histórias para a TV, com participação em roteiros de programas como "Malhação" e "Vai que Cola" e para o teatro com 3 textos autorais montados e circulando pelo canário Carioca "Cordel dos Donos da Terra", "Trilogia Carioca" e "Griot o conto e a mágica". Sua trajetória, marcada por uma escrita visceral e compromisso social, consolida-o como um artista essencial para compreender o Brasil das vielas aos palcos literários.
Sua versatilidade transborda em livros infantis como "Cadu Quer Brincar", que aborda infância e tecnologia, e no aclamado "Esquema" (2025, Alfaguara), considerado seu trabalho mais maduro. Além das mais de 20 coletâneas, Jessé leva suas histórias para a TV, com participação em roteiros de programas como "Malhação" e "Vai que Cola" e para o teatro com 3 textos autorais montados e circulando pelo canário Carioca "Cordel dos Donos da Terra", "Trilogia Carioca" e "Griot o conto e a mágica". Sua trajetória, marcada por uma escrita visceral e compromisso social, consolida-o como um artista essencial para compreender o Brasil das vielas aos palcos literários.

Johny Pitts
Johny Pitts é escritor, fotógrafo e apresentador. Cofundador do Afropean.com, é autor de Afropean: Notes from Black Europe, Home Is Not a Place (com Roger Robinson), Look Again: Visibility e do fotolivro Afropean: A Journal. Em reconhecimento ao seu trabalho, recebeu o Jhalak Prize e o Bread & Roses Award for Radical Publishing, além de outras honrarias como o Leipzig Book Award for European Understanding, o European Essay Prize e o E.M. Forster Award. Líder Jovem Europeu, Explorador da National Geographic e bolsista Daiwa, também é vencedor da Ampersand/Photoworks Fellowship. Sua fotografia já foi exibida no Foam (Amsterdã), no Museum of Contemporary Photography (Chicago) e na The Photographer’s Gallery (Londres). Pitts é ainda o curador da mostra itinerante da Hayward Gallery After the End of History: British Working-Class Photography (1989–2024).

Juliana Vicente
Juliana Vicente é diretora, produtora e roteirista, fundadora da Preta Portê Filmes. Dirigiu o clássico Cores e Botas, séries como Afronta! e o documentário Racionais: Das Ruas de São Paulo para o Mundo, sucesso global na Netflix. Premiada no Festival do Rio e em Cannes, prepara atualmente o longa Cores de Maio.

Laurent Léger
Laurent (Ilha da Reunião, França - 1978) é um fotógrafo e cinegrafista especializado em retratos, belas artes e trabalho editorial, apaixonado por capturar momentos autênticos e expressivos através de suas lentes. Seu trabalho é reconhecido internacionalmente, com exposições em galerias de prestígio e publicações em diversas revistas de renome. Além de sua fotografia, ele também ministra palestras sobre ativismo por meio da fotografia, usando essa poderosa ferramenta para conscientizar e promover mudanças sociais. Como criador de uma revista online dedicada à cultura afro-espanhola, ele se orgulha de oferecer uma plataforma para compartilhar histórias e perspectivas que muitas vezes são negligenciadas. Com experiência na produção de vídeos corporativos e curtas-metragens, ele colaborou com diversas empresas e artistas para criar conteúdo visual marcante e cativante. Sua versatilidade e adaptabilidade o levaram a trabalhar em projetos na Espanha e no exterior, incluindo Estados Unidos, França e Argentina. Além de seu foco em fotografia, ele também é um designer de iluminação cênica apaixonado, agregando uma camada adicional de criatividade ao seu arsenal artístico. Ele está constantemente em busca de novas oportunidades e colaborações interessantes na indústria de artes visuais e design de iluminação.
MEDIADORES

Mame-Fatou Niang
É diretora do Centro de Estudos Europeus Negros do Atlântico da Carnegie Mellon University. É professora associada de estudos franceses e francófonos no Departamento de Línguas Modernas da CMU, autora de Identités Françaises (Brill, 2019) e coautora de Universalisme (Anamosa, 2022). Ela conduz pesquisas sobre economias da economia viva, Negritude na França Contemporânea e Universalismo Francês.

Carmen Luz
Carmen Luz nasceu e mora na cidade do Rio de Janeiro. É coreografa, cineasta, artista
visual, curadora, criadora e pesquisadora em dança e teatro. As políticas da memória e
as culturas negras de resistência constituem as bases de sua pesquisa artística e teórica.
Suas obras, realizadas e veiculadas em diversos meios e suportes, abordam as artes do
corpo, os imaginários e as práticas subalternizadas, especialmente de mulheres, homens
e jovens afrodescendentes. Foi diretora artística, programadora e curadora dos Centro
Coreográfico da Cidade do Rio de Janeiro e Centro Cultural José Bonifacio/MUHCAB
(Museu da História e Cultura Afro-Brasileira). Colabora com diversas artistas e
instituições na criação e desenvolvimento de projetos de arte, cultura, educação e
ativismo comunitário.
visual, curadora, criadora e pesquisadora em dança e teatro. As políticas da memória e
as culturas negras de resistência constituem as bases de sua pesquisa artística e teórica.
Suas obras, realizadas e veiculadas em diversos meios e suportes, abordam as artes do
corpo, os imaginários e as práticas subalternizadas, especialmente de mulheres, homens
e jovens afrodescendentes. Foi diretora artística, programadora e curadora dos Centro
Coreográfico da Cidade do Rio de Janeiro e Centro Cultural José Bonifacio/MUHCAB
(Museu da História e Cultura Afro-Brasileira). Colabora com diversas artistas e
instituições na criação e desenvolvimento de projetos de arte, cultura, educação e
ativismo comunitário.

Sil Bahia

Ernesto Mané
Ernesto Mané (João Pessoa, 1983) é brasileiro e guineense, doutor em física nuclear pela Universidade de Manchester e diplomata desde 2014. Foi reconhecido pelo Mipad como um dos cem afrodescendentes mais influentes do mundo com menos de quarenta anos. Atualmente serve na Embaixada do Brasil em Buenos Aires. Antes do início (Tinta-da-China Brasil, 2025) é seu livro de estreia.

Raull Santiago
Raull Santiago é ativista, comunicador e empreendedor social. Fundador e diretor-presidente do Instituto Papo Reto, atua há mais de 15 anos na defesa dos direitos humanos e na criação de soluções em favelas e periferias. Reconhecido como uma das pessoas mais criativas do Brasil pela revista Wired, foi apresentador da GloboNews, premiado com o Troféu JK como influenciador do ano em impacto social e recebeu a Medalha Pedro Ernesto. É também cofundador da Iniciativa PIPA, que conecta filantropia, justiça social e territórios periféricos.

Gênesis
Gênesis é performer da palavra, poeta, slammer, contadora de histórias e atriz. Cria de Nova Iguaçu,
Morro Agudo. Autora de "Delírios de (R)existência" (2019, Padê Editorial) e "Terra Santa" (2023,
Alma Revolucionária). Publica poesias em fanzines como "O poema sai enquanto você entra",
"Brincadeira das Horas", "A saúde do Poema", "Café da Manhã dos Malditos" e "Químico Amor".
Sua poesia se expande também na música, onde participou da Abertura do álbum da Cantora Zélia
Duncan, "Eu sou Mulher, sou Feliz" e do single, “Refazendo a cabeça” de Leci Brandão. Estreou
como compositora em parceria com Maíra Freitas e Jazz das Minas com a música ‘‘O nascimento do
Amor’.
Morro Agudo. Autora de "Delírios de (R)existência" (2019, Padê Editorial) e "Terra Santa" (2023,
Alma Revolucionária). Publica poesias em fanzines como "O poema sai enquanto você entra",
"Brincadeira das Horas", "A saúde do Poema", "Café da Manhã dos Malditos" e "Químico Amor".
Sua poesia se expande também na música, onde participou da Abertura do álbum da Cantora Zélia
Duncan, "Eu sou Mulher, sou Feliz" e do single, “Refazendo a cabeça” de Leci Brandão. Estreou
como compositora em parceria com Maíra Freitas e Jazz das Minas com a música ‘‘O nascimento do
Amor’.

Angélica Ferrarez
Angélica Ferrarez é pesquisadora, escritora e uma das vozes emergentes nos estudos das diásporas africanas no Brasil. Com uma abordagem interdisciplinar, analisa como as identidades culturais e políticas se manifestam em diferentes expressões artísticas.
Com doutorado em Estudos Culturais, seu trabalho se concentra em construir pontes entre literatura, memória e resistência. Angélica participa de coletivos culturais e é uma presença constante em eventos que debatem o papel das culturas afrodescendentes no fortalecimento da cidadania. A partir de suas pesquisas, colabora com publicações literárias e acadêmicas que exploram as interseções entre ancestralidade, arte e contemporaneidade. Sua obra inspira um olhar crítico sobre as narrativas coloniais e suas consequências.
Com doutorado em Estudos Culturais, seu trabalho se concentra em construir pontes entre literatura, memória e resistência. Angélica participa de coletivos culturais e é uma presença constante em eventos que debatem o papel das culturas afrodescendentes no fortalecimento da cidadania. A partir de suas pesquisas, colabora com publicações literárias e acadêmicas que exploram as interseções entre ancestralidade, arte e contemporaneidade. Sua obra inspira um olhar crítico sobre as narrativas coloniais e suas consequências.

Alan Miranda
Alan Miranda é jornalista, escritor e roteirista. Pratica a capoeira de angola, torce para o Flamengo, ama o samba e a palavra.
Atualmente é repórter do Observatório de Favelas. Formado em jornalismo pela UFRRJ, já escreveu para a revista Piauí e teve uma de suas reportagens utilizada no vestibular da UFJF. Em 2020, 2023 e 2025 participou das coletâneas de contos da Flup, em homenagem a Marcelo Yuka, Lima Barreto e Machado de Assis, respectivamente, além de integrar mesas de debate no SESC RJ e na Bienal do Livro.
Atuou como roteirista e pesquisador na série “A história de uma planta”, para o GNT.
Atualmente é repórter do Observatório de Favelas. Formado em jornalismo pela UFRRJ, já escreveu para a revista Piauí e teve uma de suas reportagens utilizada no vestibular da UFJF. Em 2020, 2023 e 2025 participou das coletâneas de contos da Flup, em homenagem a Marcelo Yuka, Lima Barreto e Machado de Assis, respectivamente, além de integrar mesas de debate no SESC RJ e na Bienal do Livro.
Atuou como roteirista e pesquisador na série “A história de uma planta”, para o GNT.

Evandro Luiz da Conceição

Nadia Yala Kisukidi

Audrey Célestine

Tatiane Alves

Andréia Coutinho
Andréia Coutinho Louback é mulher negra, carioca de São Gonçalo, jornalista
pela PUC-Rio, mestra em Relações Étnico-Raciais pelo CEFET/RJ e Fulbright
Scholar pela Universidade da Califórnia (UC Davis). Foi autora da primeira edição
da FLUP, em 2012, quando ainda estudava Jornalismo e recentemente fez a
cobertura jornalística internacional da escritora Conceição Evaristo na FLUP na
Inglaterra e na Alemanha. Hoje, é reconhecida no Brasil afora como uma das
principais referências e voz expoente do Brasil quando o tema é justiça climática
e comunicação socioambiental antirracista. Atualmente, é diretora do Centro
Brasileiro de Justiça Climática, o CBJC, que é uma organização da sociedade civil
que articula as pautas da agenda de clima e populações negras e afrodescendentes
no Brasil. Em 2021, foi responsável pela produção e idealização de um estudo
inédito sobre justiça climática e suas interseccionalidades no Brasil, chamado Quem
Precisa de Justiça Climática no Brasil, lançado pelo Observatório do Clima. É
colunista do Nexo Jorna, Projeto Colabora e Le Monde Diplomatique Brasil, onde
escreve sobre justiça climática, desigualdades raciais, gênero e outras inquietações
políticas.
pela PUC-Rio, mestra em Relações Étnico-Raciais pelo CEFET/RJ e Fulbright
Scholar pela Universidade da Califórnia (UC Davis). Foi autora da primeira edição
da FLUP, em 2012, quando ainda estudava Jornalismo e recentemente fez a
cobertura jornalística internacional da escritora Conceição Evaristo na FLUP na
Inglaterra e na Alemanha. Hoje, é reconhecida no Brasil afora como uma das
principais referências e voz expoente do Brasil quando o tema é justiça climática
e comunicação socioambiental antirracista. Atualmente, é diretora do Centro
Brasileiro de Justiça Climática, o CBJC, que é uma organização da sociedade civil
que articula as pautas da agenda de clima e populações negras e afrodescendentes
no Brasil. Em 2021, foi responsável pela produção e idealização de um estudo
inédito sobre justiça climática e suas interseccionalidades no Brasil, chamado Quem
Precisa de Justiça Climática no Brasil, lançado pelo Observatório do Clima. É
colunista do Nexo Jorna, Projeto Colabora e Le Monde Diplomatique Brasil, onde
escreve sobre justiça climática, desigualdades raciais, gênero e outras inquietações
políticas.

Brendow Gabriel
Brendow Gabriel é cria de São Gonçalo, mestrando e graduado em Filosofia pela UFRJ, professor e pesquisador no Laboratório Encruzilhadas Filosóficas da UFRJ.

Mariana Jaspe
Diretora e roteirista soteropolitana, especialista em Cinema, Televisão e Mídias Interativas pela Universidad Rey Juan Carlos, é roteirista e diretora da TV Globo, responsável por Flordelis: Questiona ou Adora e Resistência Negra (Globoplay). Estreou no cinema com o curta CARNE (2018) e venceu o Kikito de Melhor Direção no Festival de Gramado com DEIXA (2023). Dirigiu o documentário Quem é essa mulher?, premiado em diversos festivais, e colaborou com Anna Muylaert no roteiro de A Melhor Mãe do Mundo.

Janaína Oliveira
Janaína Oliveira é pesquisadora de cinema, curadora independente e professora do IFRJ, com doutorado em História e experiência como Pesquisadora Fulbright na Howard University. Fundadora do Fórum Itinerante de Cinema Negro (FICINE), atua em curadorias e júris de festivais no Brasil e no exterior. Integra comitês do Fespaco, BlackStar e Criterion Channel, além de ser curadora internacional da Semana de Cinema Negro de Belo Horizonte.
ATRAÇÕES MUSICAIS

Jonathan Ferr
Jonathan Ferr é um pianista e compositor nascido e criado em Madureira que ficou conhecido por criar o "urban jazz", um gênero que funde jazz com outros estilos musicais, como o hip-hop, funk carioca, rap, soul e música eletrônica. Seu trabalho busca desmistificar a imagem elitista do jazz e aproximá-lo das origens populares, abordando ancestralidade, espiritualidade e questões sociais. É reconhecido como um dos principais nomes do afrofuturismo brasileiro.

Mano Brown
Mano Brown é rapper, compositor e um dos integrantes do grupo Racionais MC’s. O artista nascido no Capão Redondo (SP) é referência da música brasileira por abordar desigualdade social e a vida nas periferias. Além do Racionais, lançou o álbum solo Boogie Naipe (2016) e mantém presença ativa na cultura e no debate social. Em 2021, iniciou o podcast Mano a Mano no Spotify, onde entrevista diversas personalidades e discute temas como música, política, cultura e questões sociais.

Awurê
O grupo musical Awurê, criado em 2018 em Madureira, Zona Norte do Rio de Janeiro, tem como objetivo evidenciar os ritmos brasileiros e sons africanos. Seu trabalho destaca a diversidade de sons e o respeito ao sagrado como forma de preservação da memória e resgate da identidade através da cultura e ritmos em diáspora.

Akiyo
Akiyo é um grupo cultural e musical muito conhecido em Guadalupe (Caribe) que, durante o período do carnaval (Màs), mobiliza milhares de pessoas nas ruas. Fanswa Ladrezeau lidera a dinâmica do movimento do grupo Akiyo e na Flup apresenta o projeto inédito "Énewjika", um projeto que pulsa ao ritmo do KA, das memórias caribenhas e da espiritualidade dos afrodescendentes. Com "Énewjika", ele questiona as raízes, as rupturas e os renascimentos que fundamentam nossos lugares, tantas vezes chamados de insulares.

Majur
Majur é uma cantora e compositora brasileira de Salvador, Bahia, conhecida por sua música que mistura pop, R&B, funk e bases de matriz africana. Sua carreira é marcada por mensagens de diversidade, afeto e autoconhecimento, e por sua forte presença artística, que lhe rendeu participações em grandes festivais como o Lollapalooza Brasil, e a tornou uma figura de representatividade para a comunidade LGBTQIA+ e para pessoas negras.

Luedji Luna
Luedji Luna é uma cantora e compositora baiana nascida em Salvador, conhecida por músicas que abordam temas como ancestralidade, racismo e feminismo. Formada em Direito, ela usa a música para expressar suas vivências e seu engajamento em causas sociais, tendo lançado álbuns como "Um Corpo no Mundo" (2017) e "Bom Mesmo É Estar Debaixo D'Água" (2021), que lhe renderam reconhecimento e indicações a prêmios como o Grammy Latino.

Mart'nália
Mart'nália é uma cantora, compositora e instrumentista brasileira, filha de Martinho da Vila e Anália Mendonça, nascida no Rio de Janeiro. Ela iniciou sua carreira fazendo backing vocals para o pai e, a partir dos anos 90, estabeleceu-se como artista solo, tocando em bares, casas noturnas e teatros. Seu estilo mistura samba com MPB, e ela ganhou reconhecimento internacional e dois Grammys Latinos

Sandra Sá
Sandra Sá é uma cantora, compositora e atriz carioca, nascida em Pilares, em 1955, conhecida como a "rainha do soul brasileiro". Cresceu imersa na cultura do Movimento Black Rio e estreou na música quando sua composição "Morenando" foi gravada por Leci Brandão em 1978. Ganhou notoriedade nacional no festival MPB 80 da TV Globo com "Demônio Colorido" e lançou seu primeiro álbum solo de sucesso nesse mesmo período.

Olodum
O Olodum é um grupo afro-brasileiro fundado em 25 de abril de 1979, no Pelourinho, em Salvador, Bahia, que nasceu como bloco de carnaval para a população local. Conhecido por sua música de samba-reggae e forte atuação social, o grupo tornou-se um símbolo de resistência cultural, luta contra o racismo e afirmação da identidade afro-brasileira.
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