
NOSSA MISSÃO
A Flup House é uma editora que nasceu da Flup, A Festa Literária das Periferias. Ela dá continuidade ao trabalho do festival, realizado anualmente, ao estabelecer relações duradouras entre livros, escritores e leitores, atravessando idiomas e territórios. Nossa missão é ampliar a compreensão do Atlântico Negro, colocando a produção literária e o pensamento de autores negros brasileiros e indígenas em diálogo contínuo com escritores e leitores de todo o mundo. Esse trabalho acontece em diferentes direções: trazer para o português textos fundamentais e, ao mesmo tempo, apoiar a tradução e a circulação internacional de obras escritas em língua portuguesa.
A partir da força e da experiência da Flup, buscamos criar condições para que esses textos sejam lidos, debatidos e estabeleçam novas relações intelectuais e literárias. No centro desse projeto está a compreensão da tradução como uma forma de intercâmbio intelectual e cultural. As obras que publicamos convidam os leitores a entrar em contato com histórias, conceitos e tradições literárias cujo acesso ainda é desigual entre diferentes idiomas. Elas também nos convidam a repensar a compreensão do Atlântico Negro a partir do encontro com o pensamento indígena, reconhecendo as histórias e experiências próprias que dão origem a esses diálogos. Nossa ambição é manter vivos, para além dos dias do festival, os intercâmbios que começam ali. Por meio da publicação de livros e da tradução, ampliamos o alcance dessas conversas e criamos tempo e espaço para que elas se aprofundem.
O FESTIVAL
Fundada no Rio de Janeiro, em 2012, por Julio Ludemir e Écio Salles, a Flup (Festa Literária das Periferias) tem contribuído para transformar quem participa da vida literária brasileira, tanto como escritor quanto como leitor. Seu trabalho leva a literatura produzida nas periferias urbanas do Brasil ao diálogo com o cenário literário nacional e internacional. Em 2026, a Flup recebeu 20 mil pessoas ao longo de cinco dias. Esse público oferece às edições da Flup uma audiência e um espaço para apresentar seus livros por meio de leituras, debates e encontros com autores. A editora, por sua vez, permite que essas trocas continuem após o encerramento do festival. Os leitores podem retornar aos textos, aprofundar seu contato com as ideias e compartilhá-las com outras pessoas. A publicação de livros nasce diretamente do trabalho que já realizamos: reunir pessoas em torno da literatura.
PUBLICAÇÕES
2012
2013
2014
2015
2016
2017

Seis Temas a Procura de Um Poema
2018
2019
2020
2021
2022
2023
2024
2025
2026
O QUE ESTAMOS PROCURANDO
Temos interesse em obras literárias e no pensamento crítico que aprofundem os diálogos entre o Atlântico Negro e as tradições intelectuais indígenas. Nosso foco inclui textos fundamentais que ainda aguardam tradução para o português, assim como obras de autores negros brasileiros e indígenas cuja circulação internacional ainda é limitada. Estamos abertos a estabelecer diálogos com autores, tradutores, editoras e instituições culturais que compartilhem desse compromisso. Temos especial interesse em projetos que preservem a atenção às línguas, aos lugares e às histórias de onde cada obra emerge, ao mesmo tempo que ampliem seu alcance para leitores de outras partes do mundo.
QUEM SOMOS
JULIO LUDEMIR é um escritor e produtor cultural brasileiro, nascido no Rio de Janeiro e criado em Olinda, Pernambuco. É um dos idealizadores e organizadores da Flup - Festa Literária das Periferias, evento literário criado em 2012. Tem nove livros publicados, a maioria dos quais sobre a periferia do Rio de Janeiro. “Rim por rim”, reportagem sobre o tráfico internacional de órgãos, foi finalista do Jabuti de jornalismo de 2009. Foi um dos roteiristas de “400 x 1”, filme de Caco de Souza baseado na biografia homônima de William da Silva Lima, um dos criadores do Comando Vermelho. Coordenou o Jovem Repórter, projeto de comunicação da Secretaria Municipal de Cultura de Nova Iguaçu que chegou a mobilizar 400 jovens da Baixada Fluminense. É um dos criadores da Batalha do Passinho e um dos diretores do musical Na Batalha.
MAME-FATOU NIANG é professora titular de Estudos Franceses e fundadora-diretora do Centro de Estudos Negros Europeus e do Atlântico, na Universidade Carnegie Mellon. É autora de Identités Françaises (Brill, 2019) e coautora de Universalisme (Anamosa, 2022). Suas pesquisas mais recentes investigam as geografias negras, a negritude na França e a institucionalização dos Estudos Negros. Niang é curadora internacional da Festa Literária das Periferias (FLUP), no Rio de Janeiro, artista residente nos Ateliers Médicis, em Paris, e pesquisadora bolsista da Academia Francesa em Roma, Villa Medici, onde desenvolve o projeto intitulado “Échoïques” (Sons do Silêncio). É integrante do coletivo Black|France|Noire e cofundadora da G-SAP (Rede Global de Estudos sobre Africanos e Pessoas de Ascendência Africana). Mame ocupou importantes cátedras e posições como professora visitante, entre elas a Melodia Jones Distinguished Chair of French Studies, na Universidade de Buffalo, e a de professora visitante titular de Estudos Franceses na Universidade Columbia. Atualmente, está concluindo dois livros: um estudo sobre a cineasta Alice Diop e a primeira tradução para o francês da obra de Beatriz Nascimento.


















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